Bairro Barcelona - Rua Conselheiro Lafayette
Lafayette Rodrigues Pereira, Conselheiro Lafayette, jurista, advogado,
jornalista e político, nasceu em Queluz, hoje Conselheiro Lafaiete, MG, em 28
de março de 1834, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29 de janeiro de 1917.
Era filho de Antônio Rodrigues Pereira, Barão de Pouso Alegre, e de Clara Lima
Rodrigues.
Chegou a São Paulo no começo de 1853,
matriculando-se na Faculdade de Direito, onde se diplomou em 1857. Ao término
dos estudos, foi nomeado promotor público em Ouro Preto. Dedicou-se à advocacia
e ao jornalismo; foi redator no Le Brésil, no Diário do Povo e,
de 1870 a 1874, em A República, no Rio de Janeiro. Colaborou também em A
Opinião Liberal e no Diário do Povo.
Na política, foi presidente da Província do
Ceará, de 1864 a 1865; presidente da Província do Maranhão, de 1865 a 1866; e
ministro da Justiça, em 1878. Em 1879, o ministro Lafayette foi nomeado para o
Senado. Conselheiro Lafayette foi o 27º presidente do Conselho de Ministros do
Brasil e ministro da Fazenda, no período de 1883 a 1884.
Foi, em 1885, nomeado ministro em missão
especial no Chile, para servir de árbitro nas reclamações de países europeus
motivadas pela Guerra do Pacífico, entre o Chile, de um lado, e o Peru e
a Bolívia, do outro.
Lafayette Rodrigues Pereira publicou Direitos
de Família (1869) e Direito das Cousas (1877), além de volumes de
pareceres. Em 1898, publicou no Jornal do Commercio, com o pseudônimo de
Labieno, uma defesa de Machado de Assis, sob o título Vindiciae,
posteriormente publicada em livro. Na Academia Brasileira de Letras, foi o
segundo ocupante da cadeira 23. Foi eleito em 1909, na sucessão de Machado de
Assis, e sucedido por Alfredo Pujol. Tomou posse em 1910.
Rua Conselheiro Lafayette tem início na Avenida Goiás e termina na Rua
Maceió, no Bairro Barcelona. Suas antigas denominações eram Rua Alegre, Rua
Aurélia e Rua Barcelona, conforme a Lei nº 289, de 9 de novembro de 1929.
Também era denominada Rua 5, conforme a Lei nº 1.348, de 29 de março de 1965.
Bairro Barcelona
O Bairro Barcelona, resultado da união das
vilas Ressaca e Barcelona, recebeu esse nome em razão dos muitos imigrantes
espanhóis e descendentes que moravam no local. Para lotear a área, foi preciso
aterrar o brejo que havia nas proximidades do Córrego do Moinho. A Sociedade
Anônima Fábrica Votorantim construiu várias casas, e iniciou-se a venda dos
lotes da então Vila Barcelona.
Há registros da chegada das famílias Madona,
Lozano e Santana. A família Telles veio em 1927. Vicente Telles, filho de
portugueses, foi quem comprou uma das primeiras casas da Sociedade Anônima
Fábrica Votorantim. A família Ricci chegou ao bairro em 1921. Segundo Felício
Ricci, nascido em 1926, sua família foi uma das primeiras a morar na Vila
Barcelona. Lecarião Pereira de Melo, vindo do Rio Grande do Norte, chegou a São
Caetano em 1948, onde encontrou áreas vazias no bairro; ainda havia vacaria na
Rua Conselheiro Lafayette.
Aos poucos, as chácaras de plantio e criação
foram dando lugar a residências. Os primeiros habitantes eram católicos e
construíram a Capela de Nossa Senhora Aparecida, em 1949.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do
Sul-Centro de Documentação Histórica
Rafael de
Abreu Sampaio Vidal, Rafael
Sampaio Vidal, nasceu em Campinas, SP, no dia 14 de julho de 1870. Era filho de
Joaquim José de Abreu Sampaio, deputado à Assembleia Provincial, e de Maria das
Dores Sampaio Vidal. Foi casado com Carlota Borges Sampaio Vidal e morreu em
São Paulo, no dia 13 de julho de 1941.
Estudou
Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, SP, formando-se em 1891. Assim
que se formou, mudou-se para São Carlos, SP, onde foi eleito vereador. Em São
Paulo, em 1903, passou a exercer a advocacia.
Em 1910,
elegeu-se para a Câmara Estadual, onde foi membro das comissões de Agricultura
e de Finanças. Foi também autor da lei de criação do Patronato Agrícola, em
1911. Fundou a Companhia Central dos Armazéns, em Santos, SP, e a Sociedade
Rural Brasileira.
Em 1912,
deixou o mandato de deputado estadual para assumir a Secretaria de Justiça e
Segurança Pública de São Paulo, cargo que ocupou de 1912 a 1916. Também foi
secretário da Fazenda durante parte desse período, organizou a Bolsa Oficial de
Café, a Caixa de Liquidação e a Câmara Sindical dos Corretores. Oficializou a
Associação Comercial de Santos e criou as caixas econômicas estaduais.
Em 1918, foi
eleito deputado federal por São Paulo e, em 1920, reelegeu-se deputado federal.
Renunciou ao mandato em 1922 para assumir o cargo de ministro da Fazenda
durante a presidência de Artur Bernardes (1922-1926).
No ano de
1924, foi eleito senador estadual para ocupar a vaga aberta com a morte de
Antônio da Silva Teles. Em 1933, Sampaio Vidal foi eleito suplente de deputado
à Assembleia Nacional Constituinte. Somente em julho de 1934, depois de
promulgada a Constituição, assumiu uma cadeira, na qual permaneceu até abril de
1935.
Rafael
Sampaio Vidal, além de Organização comercial da defesa do café, escreveu
Contabilidade agrícola de fazenda de café (1905) e Defesa permanente
do café (1921).
A Rua
Rafael Sampaio Vidal inicia-se na Avenida Goiás e termina na Rua
Votorantim, no Bairro Barcelona, em São Caetano do Sul, SP. Nos anos 40, suas
denominações anteriores eram Rua Barcelona e Rua Iracema, conforme o Processo
PMSA nº 4053/40, à época em que São Caetano era o 2º subdistrito de Santo
André.
Bairro Barcelona
O Bairro Barcelona compreende partes
consideráveis de dois antigos loteamentos de São Caetano: Vila Barcelona e Vila
Ressaca. A criação do Bairro Barcelona ocorreu em 15 de fevereiro de 1968, por
meio do Decreto nº 3.064, por ocasião de uma nova divisão territorial, na qual
foram extintas as antigas vilas e estabelecidos os atuais 15 bairros que integram
a cidade de São Caetano do Sul. Até então, havia 36 vilas, uma zona central e
uma zona rural.
As terras da vila pertenciam ao Banco União de
São Paulo. “A Vila Barcelona foi loteada pela Sociedade Anônima Fábrica
Votorantim no começo dos anos 20. No total, eram setenta quadras, até hoje um
dos mais extensos loteamentos de São Caetano. A Votorantim chegou a construir
várias casas, negociadas diretamente com os primeiros moradores” (Migração
e Urbanização, de Ademir Médici, p. 292). No final dos anos 20, surgiu a
Companhia Bandeirantes de Terrenos e Construções, que realizou a venda das
terras.
A estação da São Paulo Railway, em Utinga,
pertencente ao Distrito de Santo André, foi inaugurada em 1933 e representou
uma importante opção de transporte para os moradores da Vila Barcelona e da
Vila Santa Maria, por estarem próximas de Santo André e São Caetano.
São Caetano, em 1958, mantinha linhas de
ônibus em atividade. Em sua primeira administração (1953-1957), o prefeito
Anacleto Campanella calçou os trajetos das duas linhas de ônibus: Vila
Barcelona-Goiás. Nos anos 60, teve início, na vila, o calçamento das ruas, bem
como a implementação de passeios e ajardinamento.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do
Sul-Centro de Documentação Histórica
Bairro São José - Rua Senador Fláquer
Senador Fláquer, José Luiz Fláquer, filho de Luiz Pinto
Fláquer e Zelinda Pinto Fláquer, nasceu em 1854 em Itu, São Paulo, cidade onde
se aproximou de ideais republicanos e abolicionistas, sendo o signatário da
Convenção Republicana de Itu em 18 de abril de 1873, realizada na cidade de
Itu. Casou-se com Elisa Menezes Fláquer, teve sete filhos. Faleceu em cinco de
dezembro de 1924, em São Bernardo, São Paulo.
José Luiz Fláquer, em 1870 matriculou-se na
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Desligou-se temporariamente do curso
em 1874, onde concluiu os seus estudos médicos em 1879.
Como médico foi contratado pela São Paulo
Railway (empresa ferroviária britânica privada no Brasil, que operava a
ferrovia do porto de Santos a Jundiaí, passando por São Paulo. A empresa foi
nacionalizada em 1946 e fixou residência em São Bernardo.
Em 1881 recusou a homenagem indicada pelo
Governo Imperial, a Comenda de Cristo, o qual como médico, prestou assistência
ao povo de São Bernardo no combate à epidemia de varíola que dizimou parte da
população de São Bernardo. Em 1888 prestou relevantes serviços em Santos, São
Paulo, durante a epidemia de febre amarela.
Em 1880 foi eleito juiz de paz de São
Bernardo, e em 1892 fez parte da Comissão Diretora do Partido Republicano
Paulista. Ocupou ainda os cargos de deputado estadual e federal entre os anos
1891 a 1909, em 1910, foi eleito senador estadual. Foi eleito vereador em São
Bernardo pelo Partido Republicano Paulista (PRP) em 1914.
Rua Senador Fláquer, situada no Bairro São José, tem início na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira, e finaliza na Rua Ângelo Radim, no Bairro Cerâmica. A sua antiga denominação era Rua 3, pelo loteamento de Vila Lucila, que determinou o Decreto 562-15/10/55, e rat. pela Lei 1348-29/03/65.
O Bairro São José
No Bairro São José, Antônio da Fonseca
Martins foi o primeiro a instalar-se, em 1935, quando bairro possuía várias
chácaras e poucas casas, abrigando famílias de diversas nacionalidades, entre
os quais os migrantes nordestinos que vieram em busca de trabalho. Nesse
período, além das poucas residências, o Bairro São José abrigava duas olarias
da família Perrella, localizadas nas proximidades do Rio dos Meninos.
O bairro iniciou processo de urbanização e
ocupação em meados da década de 40, sendo formado pelos loteamentos da Vila São
José, Vila Lucila, Vila Tupan e o Jardim Anai que ficava no vale do Ribeirão
dos Meninos, próximo da Ponte Preta, pertenceu e foi loteado por Miquelina
Pedroso Magnani. A Vila Lucila foi o primeiro loteamento.
São José foi se formando um bairro operário,
sendo que a construção da primeira vila operária foi iniciativa da Cerâmica
Tupan, que se instalou na cidade em 1935, implodida em 1956, no lugar foi
implantado o Parque Municipal São José.
O bairro foi crescendo, o que antes eram ruas
de terras e chácaras, com plantações de flores e frutos, agora são ruas
asfaltadas e residências urbanas.
Imagem #1 - Conjunto Habitacional da Rua Senador Flaquer, Bairro São José, o conjunto de casa operárias da Vila Tupan. Essa vila foi construída pela Cerâmica Tupan na década de 1940.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul
Bairro São
José - Rua Pandiá Calógeras
João Pandiá Calógeras, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 19
de junho de 1870, filho de Michel Calógeras e Júlia Ralli Calógeras. Foi
político e historiador brasileiro, engenheiro formado pela Escola de Minas de
Ouro Preto, em 1890. Morreu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, no dia 21 de
abril de 1934.
Na política, Pandiá Calógeras foi eleito
deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) nas legislaturas
1897-1899, 1903-1905, 1906-1908, 1909-1911 e 1912-1914. Assumiu o Ministério da
Agricultura, Indústria e Comércio (1914-1915), no Ministério da Fazenda,
efetivado no cargo (1915-1917). Foi nomeado ministro da Guerra (1919-1922).
Pandiá Calógeras foi autor de vários trabalhos,
entre os quais se destacam: As minas do Brasil e sua legislação (1904), base
para a Lei Calógeras (1915), que regulamentava a propriedade das minas, A
política exterior do Império (1927-1933) e Formação histórica do Brasil (1930).
Foi presidente da Sociedade de Engenharia (1928), integrou o Instituto
Histórico e Geográfico.
A Rua Pandiá Calógeras, situada no
Bairro São José, tem início na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira e
finaliza na Rua Eduardo Prado, no Bairro Cerâmica. A sua antiga denominação foi
Rua Barros pela Lei 562-15/10/55 * 1348-29103/65.
O Bairro São José
O Bairro São José iniciou o processo de
urbanização e ocupação em meados da década de 40, sendo formado pelos
loteamentos da Vila São José, loteamento com o início em 1941 pelo dono do
lote, coronel Francisco Rodrigues Secler, um professor de medicina; Vila
Lucila, Francisco Martins de Barros, o Chiquinho, foi que deu o nome da vila em
homenagem à sua esposa, é considerado o primeiro loteamento; Vila Tupan e
Jardim Anai, e mais recente o Conjunto dos Radialistas.
Na história do bairro, José Ferreira Pires,
pessoa que era muito conhecida na vila, foi quem comprou uma imagem de São
José, e todos os moradores iam ver a imagem. Foi assim que em meados de 1940 os
moradores reunidos colocaram uma placa com o nome da Vila São José.
No mapa, o Bairro São José limita-se com São
Paulo pelo Ribeirão dos Meninos, e na cidade de São Caetano do Sul começa na
Ponte Preta sobre o Rio dos Meninos, que segue até a Rua Barão de Mauá, que
seguindo até a Rua Washington Luiz que segue ao encontro da faixa de eletricidade,
e o início da Rua 1º de Maio, a Rua Espírito Santo, por onde passa o córrego
Tinguá às margens da Avenida Fernando Simonsen, passa pela Rua Serafim Carlos,
Rua Bom Pastor e o início da Rua Porto Calvo finalizando na Rua Vitória indo ao
encontro da Estrada das Lágrimas que segue até a Ponte Preta sobre o Rio dos
Meninos. O bairro comporta um afluente do Rio dos Meninos chamado Córrego de
Dentro.
O Bairro São José é um bairro operário que se
desenvolveu em torno da antiga Cerâmica Tupan e a Cerâmica São Caetano. Porém,
há registros que foi ponto de passagem dos antigos carvoeiros e vendedores de
lenha.
Na história da cidade de São Caetano, a Rua
Porto Calvo, no Bairro São José, é possível ser remanescente do Caminho Velho
do Mar do século XVI, e a Estrada das Lágrimas, que antigamente era chamada de
Estrada de Santos-São Paulo, no século XVI, ser remanescente do Caminho Novo do
Mar.
Imagem #1 - Parque Municipal Dr. José Alves dos Reis, chamado de Bosque do Povo, Bairro São José, 1984.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do
Sul-Centro de Documentação Histórica
Francesco Fiorotto, nascido em 1829, uma das primeiras famílias que
emigraram para o Brasil.
A família, Francesco Fiorotto e esposa, deixou, em 29 de junho de 1877, a
bordo do Navio Europa, a cidade italiana de Treviso, que chegou ao Porto de
Santos, São Paulo, em 22 de julho de 1877, onde foi encaminhado para a
Hospedaria dos Imigrantes, no Brás em São Paulo, chegando a São Caetano no dia
28 de julho de 1877.
Francesco Fiorotto recebeu o lote de número 7, bem próximo à Rua Rio
Branco, atual Bairro da Fundação. Foi um dos fundadores de São Caetano e da
Sociedade Beneficente Mutuo Socorro Príncipe Di Napoli.
Rua Francesco Fiorotto, inicia na Rua Maringá, e finaliza na Rua
Vieira de Carvalho, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era a Rua
Maracanã, na Lei 562-15/10/55, e Lei 1348-29/03/98.
Um dos loteamentos que deram origem ao Bairro Nova Gerty, tinham em suas ruas abertas no início dos anos
1940. Nesse período, fazia divisa com as colônias de Giovanni Vicentini,
Thereza e Luiza Fiorotti e Ângelo Ferro.
O bairro é formado por dez loteamentos, a saber: Vila Gisela, Vila Nova,
Vila Gerty, Vila Palmeira, Vila Ângelo Ferro, Vila Checchia, Vila Leormínia,
Vila Marlene, Vila São Francisco e Vila Aurora. Entre as vilas extintas, a mais
antiga era a Vila Gisela, que foi loteada no final da década de 1920. Nos anos
40, surgiu a Vila Gerty, que acabou dando nome ao bairro. Os ônibus começaram a
circular no bairro por volta de 1948.
O Bairro Nova Gerty abrigou o primeiro Estádio Distrital, pioneira de uma
série de outras obras esportivas que depois foram transformadas e ampliadas em
vários centros recreativos e esportivos. Abrigou também o primeiro
pronto-socorro distrital.
A Rua Visconde de Inhaúma é um dos principais endereços do bairro. Em
1967, essa rua foi ampliada o que favoreceu o surgimento de vários
estabelecimentos comerciais. Estes têm como entidade de classe o Clube dos
Lojistas, fundado em 1977, mas que marca presença no bairro desde 1966.
Imagem #1 - Feira Livre na antiga Vila Gerti. Nota-se a venda de feijão.
Prestes Maia, Francisco Prestes Maia
nasceu em 19 de março de 1896 na cidade de Amparo, São Paulo. Mudou-se para a
capital São Paulo com a família, e estudou no Colégio São Bento. Aos 15 anos,
ingressou na Escola Politécnica da USP, Universidade do Estado de São Paulo,
onde se formou no curso de Engenharia e Arquitetura. Faleceu no dia 24 de abril
de 1965, na cidade de São Paulo.
Em 1922, Prestes Maia montou um
escritório de engenharia ao lado de Mário Whately, Modesto Costa Ferreira, e
Antônio Smith Bayma, que realizou os projetos, como o Viaduto do Chá. Trabalhou
na Secretaria de Viação e Obras Públicas de São Paulo, de 1926 a 1930. Foi
professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, USP, durante dez
anos. Foi membro do Instituto de Engenharia, da Sociedade de Arquitetura de
Lisboa e da Sociedade de Arquitetos do Uruguai.
Em 1938, até outubro de 1945, foi
nomeado prefeito da capital São Paulo, e promoveu mudanças na estrutura da
cidade realizando grandes obras.
Nos anos de 1950, em 1954 e 1957, foi
candidato ao governo do Estado e não conseguiu se eleger, porém nas eleições
para a prefeitura de São Paulo em 1961 se elegeu no cargo de prefeito onde
permaneceu até 1964, onde realizou melhoria das finanças do município.
Prestes Maia escreveu diversos
trabalhos sobre urbanismo, e diversas obras foram realizadas como o Plano de
Avenidas para a Cidade de São Paulo, em 1930, São Paulo, metrópole do
século XX, em 1942, O plano urbanístico da cidade de São Paulo, e Os
Melhoramentos de São Paulo, ambos em 1945, e o Plano Regional de Santos,
em 1950.
Rua Prestes Maia, tem o início na Avenida Tietê, e
finalizada na Rua Boa Vista, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era Rua
Diretriz, na Lei 1348-29/03/65.
Na história do Bairro Nova Gerty, com o passar do tempo, a chegada de novos
imigrantes, e houve o surgimento de estabelecimentos comerciais e indústrias, a
área habitada se expandiu, os loteamentos surgiram formando pequenas vilas. A
divisão de São Caetano nesses 15 bairros foi feita em 1968, por meio do decreto
nº 3.064. Para rememorar a história do município, neste ano os bairros de São
Caetano do Sul foram organizados da maneira como conhecemos hoje. Porém, quando
a expansão urbana teve início, a cidade era dividida em vilas e loteamentos, em
número de cerca de 150.
O Bairro Nova, Gerty nasceu das vilas
Gisela, Nova, Gerti, Palmeiras, Ângelo Ferro, Leormínia, Marlene, Checchia, São
Francisco e Aurora.
As primeiras escolas primárias surgiram no final dos anos 1940.
Até 1947, o bairro carecia de linhas de ônibus e outros serviços públicos.
A Sociedade Amigos das Vilas Gerty, Gonzaga, Gisela e Adjacências,
a primeira sociedade de bairro a surgir em São Caetano, foi criada em 1951. Em
1952, foi fundada a Sociedade Esportiva Gisela, que em 1974, o nome foi
alterado para Centro Esportivo e Recreativo Gisela.