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  • Cesta ! O vitorioso basquete feminino de São Caetano do Sul ( 1968-1977)
    Local: Hall de entrada SELJ (Av. Fernando Simonsen, 190). Período de visitação: de 8 de outubro de 2025 a 04 de Setembro de 2026.

Programação


07/07/2026

Bairro Barcelona - Rua Conselheiro Lafayette

Lafayette Rodrigues Pereira, Conselheiro Lafayette, jurista, advogado, jornalista e político, nasceu em Queluz, hoje Conselheiro Lafaiete, MG, em 28 de março de 1834, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 29 de janeiro de 1917. Era filho de Antônio Rodrigues Pereira, Barão de Pouso Alegre, e de Clara Lima Rodrigues.

Chegou a São Paulo no começo de 1853, matriculando-se na Faculdade de Direito, onde se diplomou em 1857. Ao término dos estudos, foi nomeado promotor público em Ouro Preto. Dedicou-se à advocacia e ao jornalismo; foi redator no Le Brésil, no Diário do Povo e, de 1870 a 1874, em A República, no Rio de Janeiro. Colaborou também em A Opinião Liberal e no Diário do Povo.

Na política, foi presidente da Província do Ceará, de 1864 a 1865; presidente da Província do Maranhão, de 1865 a 1866; e ministro da Justiça, em 1878. Em 1879, o ministro Lafayette foi nomeado para o Senado. Conselheiro Lafayette foi o 27º presidente do Conselho de Ministros do Brasil e ministro da Fazenda, no período de 1883 a 1884.

Foi, em 1885, nomeado ministro em missão especial no Chile, para servir de árbitro nas reclamações de países europeus motivadas pela Guerra do Pacífico, entre o Chile, de um lado, e o Peru e a Bolívia, do outro.

Lafayette Rodrigues Pereira publicou Direitos de Família (1869) e Direito das Cousas (1877), além de volumes de pareceres. Em 1898, publicou no Jornal do Commercio, com o pseudônimo de Labieno, uma defesa de Machado de Assis, sob o título Vindiciae, posteriormente publicada em livro. Na Academia Brasileira de Letras, foi o segundo ocupante da cadeira 23. Foi eleito em 1909, na sucessão de Machado de Assis, e sucedido por Alfredo Pujol. Tomou posse em 1910.

Rua Conselheiro Lafayette tem início na Avenida Goiás e termina na Rua Maceió, no Bairro Barcelona. Suas antigas denominações eram Rua Alegre, Rua Aurélia e Rua Barcelona, conforme a Lei nº 289, de 9 de novembro de 1929. Também era denominada Rua 5, conforme a Lei nº 1.348, de 29 de março de 1965.

Bairro Barcelona

O Bairro Barcelona, resultado da união das vilas Ressaca e Barcelona, recebeu esse nome em razão dos muitos imigrantes espanhóis e descendentes que moravam no local. Para lotear a área, foi preciso aterrar o brejo que havia nas proximidades do Córrego do Moinho. A Sociedade Anônima Fábrica Votorantim construiu várias casas, e iniciou-se a venda dos lotes da então Vila Barcelona.

Há registros da chegada das famílias Madona, Lozano e Santana. A família Telles veio em 1927. Vicente Telles, filho de portugueses, foi quem comprou uma das primeiras casas da Sociedade Anônima Fábrica Votorantim. A família Ricci chegou ao bairro em 1921. Segundo Felício Ricci, nascido em 1926, sua família foi uma das primeiras a morar na Vila Barcelona. Lecarião Pereira de Melo, vindo do Rio Grande do Norte, chegou a São Caetano em 1948, onde encontrou áreas vazias no bairro; ainda havia vacaria na Rua Conselheiro Lafayette.

Aos poucos, as chácaras de plantio e criação foram dando lugar a residências. Os primeiros habitantes eram católicos e construíram a Capela de Nossa Senhora Aparecida, em 1949.

Um fato de grande relevância no bairro foi a chegada da General Motors do Brasil. A inauguração, em 1930, foi um marco para a vila. Hoje em dia, o Bairro Barcelona abriga vasto comércio e possui todos os serviços de infraestrutura e assistência municipal.

Imagem #1 - Rua Conselheiro Lafayette, Bairro Barcelona, década de 60.

Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica

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07/07/2026

Rafael de Abreu Sampaio Vidal, Rafael Sampaio Vidal, nasceu em Campinas, SP, no dia 14 de julho de 1870. Era filho de Joaquim José de Abreu Sampaio, deputado à Assembleia Provincial, e de Maria das Dores Sampaio Vidal. Foi casado com Carlota Borges Sampaio Vidal e morreu em São Paulo, no dia 13 de julho de 1941.

Estudou Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, SP, formando-se em 1891. Assim que se formou, mudou-se para São Carlos, SP, onde foi eleito vereador. Em São Paulo, em 1903, passou a exercer a advocacia.

Em 1910, elegeu-se para a Câmara Estadual, onde foi membro das comissões de Agricultura e de Finanças. Foi também autor da lei de criação do Patronato Agrícola, em 1911. Fundou a Companhia Central dos Armazéns, em Santos, SP, e a Sociedade Rural Brasileira.

Em 1912, deixou o mandato de deputado estadual para assumir a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de São Paulo, cargo que ocupou de 1912 a 1916. Também foi secretário da Fazenda durante parte desse período, organizou a Bolsa Oficial de Café, a Caixa de Liquidação e a Câmara Sindical dos Corretores. Oficializou a Associação Comercial de Santos e criou as caixas econômicas estaduais.

Em 1918, foi eleito deputado federal por São Paulo e, em 1920, reelegeu-se deputado federal. Renunciou ao mandato em 1922 para assumir o cargo de ministro da Fazenda durante a presidência de Artur Bernardes (1922-1926).

No ano de 1924, foi eleito senador estadual para ocupar a vaga aberta com a morte de Antônio da Silva Teles. Em 1933, Sampaio Vidal foi eleito suplente de deputado à Assembleia Nacional Constituinte. Somente em julho de 1934, depois de promulgada a Constituição, assumiu uma cadeira, na qual permaneceu até abril de 1935.

Rafael Sampaio Vidal, além de Organização comercial da defesa do café, escreveu Contabilidade agrícola de fazenda de café (1905) e Defesa permanente do café (1921).

A Rua Rafael Sampaio Vidal inicia-se na Avenida Goiás e termina na Rua Votorantim, no Bairro Barcelona, em São Caetano do Sul, SP. Nos anos 40, suas denominações anteriores eram Rua Barcelona e Rua Iracema, conforme o Processo PMSA nº 4053/40, à época em que São Caetano era o 2º subdistrito de Santo André.

Bairro Barcelona

O Bairro Barcelona compreende partes consideráveis de dois antigos loteamentos de São Caetano: Vila Barcelona e Vila Ressaca. A criação do Bairro Barcelona ocorreu em 15 de fevereiro de 1968, por meio do Decreto nº 3.064, por ocasião de uma nova divisão territorial, na qual foram extintas as antigas vilas e estabelecidos os atuais 15 bairros que integram a cidade de São Caetano do Sul. Até então, havia 36 vilas, uma zona central e uma zona rural.

As terras da vila pertenciam ao Banco União de São Paulo. “A Vila Barcelona foi loteada pela Sociedade Anônima Fábrica Votorantim no começo dos anos 20. No total, eram setenta quadras, até hoje um dos mais extensos loteamentos de São Caetano. A Votorantim chegou a construir várias casas, negociadas diretamente com os primeiros moradores” (Migração e Urbanização, de Ademir Médici, p. 292). No final dos anos 20, surgiu a Companhia Bandeirantes de Terrenos e Construções, que realizou a venda das terras.

A estação da São Paulo Railway, em Utinga, pertencente ao Distrito de Santo André, foi inaugurada em 1933 e representou uma importante opção de transporte para os moradores da Vila Barcelona e da Vila Santa Maria, por estarem próximas de Santo André e São Caetano.

São Caetano, em 1958, mantinha linhas de ônibus em atividade. Em sua primeira administração (1953-1957), o prefeito Anacleto Campanella calçou os trajetos das duas linhas de ônibus: Vila Barcelona-Goiás. Nos anos 60, teve início, na vila, o calçamento das ruas, bem como a implementação de passeios e ajardinamento.

O acesso à área do atual Bairro Barcelona, até os anos 1920, era difícil. A Avenida Goiás não tinha continuidade e, na época, havia um brejo que precisou ser aterrado para a abertura do caminho da atual avenida. A abertura da Avenida Goiás até a Avenida Dom Pedro II, em Santo André, foi favorável ao Bairro Barcelona, assim como o seu alargamento, ocorrido em 1973. Todo o lado par da avenida teve que ser desapropriado. São 37 ruas confluentes da Avenida Goiás, entre elas está a Rua Conselheiro Lafayette.

Imagem #1 - Avenida Goiás antes da duplicação. Foto da década de 70.

Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica 

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18/06/2026

Bairro São José - Rua Senador Fláquer

Senador Fláquer, José Luiz Fláquer, filho de Luiz Pinto Fláquer e Zelinda Pinto Fláquer, nasceu em 1854 em Itu, São Paulo, cidade onde se aproximou de ideais republicanos e abolicionistas, sendo o signatário da Convenção Republicana de Itu em 18 de abril de 1873, realizada na cidade de Itu. Casou-se com Elisa Menezes Fláquer, teve sete filhos. Faleceu em cinco de dezembro de 1924, em São Bernardo, São Paulo.

José Luiz Fláquer, em 1870 matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Desligou-se temporariamente do curso em 1874, onde concluiu os seus estudos médicos em 1879.

Como médico foi contratado pela São Paulo Railway (empresa ferroviária britânica privada no Brasil, que operava a ferrovia do porto de Santos a Jundiaí, passando por São Paulo. A empresa foi nacionalizada em 1946 e fixou residência em São Bernardo.

Em 1881 recusou a homenagem indicada pelo Governo Imperial, a Comenda de Cristo, o qual como médico, prestou assistência ao povo de São Bernardo no combate à epidemia de varíola que dizimou parte da população de São Bernardo. Em 1888 prestou relevantes serviços em Santos, São Paulo, durante a epidemia de febre amarela.

Em 1880 foi eleito juiz de paz de São Bernardo, e em 1892 fez parte da Comissão Diretora do Partido Republicano Paulista. Ocupou ainda os cargos de deputado estadual e federal entre os anos 1891 a 1909, em 1910, foi eleito senador estadual. Foi eleito vereador em São Bernardo pelo Partido Republicano Paulista (PRP) em 1914. 

Rua Senador Fláquer, situada no Bairro São José, tem início na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira, e finaliza na Rua Ângelo Radim, no Bairro Cerâmica. A sua antiga denominação era Rua 3, pelo loteamento de Vila Lucila, que determinou o Decreto 562-15/10/55, e rat. pela Lei 1348-29/03/65.

O Bairro São José

No Bairro São José, Antônio da Fonseca Martins foi o primeiro a instalar-se, em 1935, quando bairro possuía várias chácaras e poucas casas, abrigando famílias de diversas nacionalidades, entre os quais os migrantes nordestinos que vieram em busca de trabalho. Nesse período, além das poucas residências, o Bairro São José abrigava duas olarias da família Perrella, localizadas nas proximidades do Rio dos Meninos.

O bairro iniciou processo de urbanização e ocupação em meados da década de 40, sendo formado pelos loteamentos da Vila São José, Vila Lucila, Vila Tupan e o Jardim Anai que ficava no vale do Ribeirão dos Meninos, próximo da Ponte Preta, pertenceu e foi loteado por Miquelina Pedroso Magnani. A Vila Lucila foi o primeiro loteamento.

São José foi se formando um bairro operário, sendo que a construção da primeira vila operária foi iniciativa da Cerâmica Tupan, que se instalou na cidade em 1935, implodida em 1956, no lugar foi implantado o Parque Municipal São José.

O bairro foi crescendo, o que antes eram ruas de terras e chácaras, com plantações de flores e frutos, agora são ruas asfaltadas e residências urbanas.

Imagem #1 - Conjunto Habitacional da Rua Senador Flaquer, Bairro São José, o conjunto de casa operárias da Vila Tupan. Essa vila foi construída pela Cerâmica Tupan na década de 1940. 

Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

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18/06/2026

Bairro São José - Rua Pandiá Calógeras

João Pandiá Calógeras, nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 19 de junho de 1870, filho de Michel Calógeras e Júlia Ralli Calógeras. Foi político e historiador brasileiro, engenheiro formado pela Escola de Minas de Ouro Preto, em 1890. Morreu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, no dia 21 de abril de 1934.

Na política, Pandiá Calógeras foi eleito deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) nas legislaturas 1897-1899, 1903-1905, 1906-1908, 1909-1911 e 1912-1914. Assumiu o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (1914-1915), no Ministério da Fazenda, efetivado no cargo (1915-1917). Foi nomeado ministro da Guerra (1919-1922).

Pandiá Calógeras foi autor de vários trabalhos, entre os quais se destacam: As minas do Brasil e sua legislação (1904), base para a Lei Calógeras (1915), que regulamentava a propriedade das minas, A política exterior do Império (1927-1933) e Formação histórica do Brasil (1930). Foi presidente da Sociedade de Engenharia (1928), integrou o Instituto Histórico e Geográfico.

 A Rua Pandiá Calógeras, situada no Bairro São José, tem início na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira e finaliza na Rua Eduardo Prado, no Bairro Cerâmica. A sua antiga denominação foi Rua Barros pela Lei 562-15/10/55 * 1348-29103/65.

 O Bairro São José

O Bairro São José iniciou o processo de urbanização e ocupação em meados da década de 40, sendo formado pelos loteamentos da Vila São José, loteamento com o início em 1941 pelo dono do lote, coronel Francisco Rodrigues Secler, um professor de medicina; Vila Lucila, Francisco Martins de Barros, o Chiquinho, foi que deu o nome da vila em homenagem à sua esposa, é considerado o primeiro loteamento; Vila Tupan e Jardim Anai, e mais recente o Conjunto dos Radialistas.

Na história do bairro, José Ferreira Pires, pessoa que era muito conhecida na vila, foi quem comprou uma imagem de São José, e todos os moradores iam ver a imagem. Foi assim que em meados de 1940 os moradores reunidos colocaram uma placa com o nome da Vila São José.

No mapa, o Bairro São José limita-se com São Paulo pelo Ribeirão dos Meninos, e na cidade de São Caetano do Sul começa na Ponte Preta sobre o Rio dos Meninos, que segue até a Rua Barão de Mauá, que seguindo até a Rua Washington Luiz que segue ao encontro da faixa de eletricidade, e o início da Rua 1º de Maio, a Rua Espírito Santo, por onde passa o córrego Tinguá às margens da Avenida Fernando Simonsen, passa pela Rua Serafim Carlos, Rua Bom Pastor e o início da Rua Porto Calvo finalizando na Rua Vitória indo ao encontro da Estrada das Lágrimas que segue até a Ponte Preta sobre o Rio dos Meninos. O bairro comporta um afluente do Rio dos Meninos chamado Córrego de Dentro.

O Bairro São José é um bairro operário que se desenvolveu em torno da antiga Cerâmica Tupan e a Cerâmica São Caetano. Porém, há registros que foi ponto de passagem dos antigos carvoeiros e vendedores de lenha.

Na história da cidade de São Caetano, a Rua Porto Calvo, no Bairro São José, é possível ser remanescente do Caminho Velho do Mar do século XVI, e a Estrada das Lágrimas, que antigamente era chamada de Estrada de Santos-São Paulo, no século XVI, ser remanescente do Caminho Novo do Mar.

Imagem #1 - Parque Municipal Dr. José Alves dos Reis, chamado de Bosque do Povo, Bairro São José, 1984.

Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica

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28/05/2026

Francesco Fiorotto, nascido em 1829, uma das primeiras famílias que emigraram para o Brasil.

A família, Francesco Fiorotto e esposa, deixou, em 29 de junho de 1877, a bordo do Navio Europa, a cidade italiana de Treviso, que chegou ao Porto de Santos, São Paulo, em 22 de julho de 1877, onde foi encaminhado para a Hospedaria dos Imigrantes, no Brás em São Paulo, chegando a São Caetano no dia 28 de julho de 1877.

Francesco Fiorotto recebeu o lote de número 7, bem próximo à Rua Rio Branco, atual Bairro da Fundação. Foi um dos fundadores de São Caetano e da Sociedade Beneficente Mutuo Socorro Príncipe Di Napoli.


Rua Francesco Fiorotto, inicia na Rua Maringá, e finaliza na Rua Vieira de Carvalho, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era a Rua Maracanã, na Lei 562-15/10/55, e Lei 1348-29/03/98.

 

Um dos loteamentos que deram origem ao Bairro Nova Gerty, tinham em suas ruas abertas no início dos anos 1940. Nesse período, fazia divisa com as colônias de Giovanni Vicentini, Thereza e Luiza Fiorotti e Ângelo Ferro.

O bairro é formado por dez loteamentos, a saber: Vila Gisela, Vila Nova, Vila Gerty, Vila Palmeira, Vila Ângelo Ferro, Vila Checchia, Vila Leormínia, Vila Marlene, Vila São Francisco e Vila Aurora. Entre as vilas extintas, a mais antiga era a Vila Gisela, que foi loteada no final da década de 1920. Nos anos 40, surgiu a Vila Gerty, que acabou dando nome ao bairro. Os ônibus começaram a circular no bairro por volta de 1948.

 

O Bairro Nova Gerty abrigou o primeiro Estádio Distrital, pioneira de uma série de outras obras esportivas que depois foram transformadas e ampliadas em vários centros recreativos e esportivos. Abrigou também o primeiro pronto-socorro distrital.

 

A Rua Visconde de Inhaúma é um dos principais endereços do bairro. Em 1967, essa rua foi ampliada o que favoreceu o surgimento de vários estabelecimentos comerciais. Estes têm como entidade de classe o Clube dos Lojistas, fundado em 1977, mas que marca presença no bairro desde 1966.



Imagem #1 - Feira Livre na antiga Vila Gerti. Nota-se a venda de feijão.

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28/05/2026

Prestes Maia, Francisco Prestes Maia nasceu em 19 de março de 1896 na cidade de Amparo, São Paulo. Mudou-se para a capital São Paulo com a família, e estudou no Colégio São Bento. Aos 15 anos, ingressou na Escola Politécnica da USP, Universidade do Estado de São Paulo, onde se formou no curso de Engenharia e Arquitetura. Faleceu no dia 24 de abril de 1965, na cidade de São Paulo.

Em 1922, Prestes Maia montou um escritório de engenharia ao lado de Mário Whately, Modesto Costa Ferreira, e Antônio Smith Bayma, que realizou os projetos, como o Viaduto do Chá. Trabalhou na Secretaria de Viação e Obras Públicas de São Paulo, de 1926 a 1930. Foi professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, USP, durante dez anos. Foi membro do Instituto de Engenharia, da Sociedade de Arquitetura de Lisboa e da Sociedade de Arquitetos do Uruguai.

Em 1938, até outubro de 1945, foi nomeado prefeito da capital São Paulo, e promoveu mudanças na estrutura da cidade realizando grandes obras.

Nos anos de 1950, em 1954 e 1957, foi candidato ao governo do Estado e não conseguiu se eleger, porém nas eleições para a prefeitura de São Paulo em 1961 se elegeu no cargo de prefeito onde permaneceu até 1964, onde realizou melhoria das finanças do município.

Prestes Maia escreveu diversos trabalhos sobre urbanismo, e diversas obras foram realizadas como o Plano de Avenidas para a Cidade de São Paulo, em 1930, São Paulo, metrópole do século XX, em 1942, O plano urbanístico da cidade de São Paulo, e Os Melhoramentos de São Paulo, ambos em 1945, e o Plano Regional de Santos, em 1950.

Rua Prestes Maia, tem o início na Avenida Tietê, e finalizada na Rua Boa Vista, no Bairro Nova Gerty. A antiga denominação era Rua Diretriz, na Lei 1348-29/03/65.

 

Na história do Bairro Nova Gerty, com o passar do tempo, a chegada de novos imigrantes, e houve o surgimento de estabelecimentos comerciais e indústrias, a área habitada se expandiu, os loteamentos surgiram formando pequenas vilas. A divisão de São Caetano nesses 15 bairros foi feita em 1968, por meio do decreto nº 3.064. Para rememorar a história do município, neste ano os bairros de São Caetano do Sul foram organizados da maneira como conhecemos hoje. Porém, quando a expansão urbana teve início, a cidade era dividida em vilas e loteamentos, em número de cerca de 150.

O Bairro Nova, Gerty nasceu das vilas Gisela, Nova, Gerti, Palmeiras, Ângelo Ferro, Leormínia, Marlene, Checchia, São Francisco e Aurora.

 

As primeiras escolas primárias surgiram no final dos anos 1940. Até 1947, o bairro carecia de linhas de ônibus e outros serviços públicos.

A Sociedade Amigos das Vilas Gerty, Gonzaga, Gisela e Adjacências, a primeira sociedade de bairro a surgir em São Caetano, foi criada em 1951. Em 1952, foi fundada a Sociedade Esportiva Gisela, que em 1974, o nome foi alterado para Centro Esportivo e Recreativo Gisela.

Com melhoramentos urbanos e instalação de vários serviços públicos, o bairro se desenvolveu e, tornou-se centro de intensa movimentação comercial para a região.

Imagem #1 - Vista da fachada da sede da Sociedade Amigos do Bairro Nova Gerty
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10/04/2026

Bairro Prosperidade: Rua São José
O Bairro Prosperidade fica além do traçado da via férrea. Começa na confluência do córrego do moinho com o Rio Tamanduateí, até o cruzamento com a rua do Ouro, segue até o cruzamento com a Avenida Prosperidade, onde se limita com os municípios de Santo André e de São Paulo. A Rua São José, tem o seu início na Avenida do Estado, e finaliza na Rua do Ouro, Bairro Prosperidade, Processo: 3772/84 - 1° Registro de Imóveis de SCS. 3.
Bairro Prosperidade: Incorporação ao Município de São Caetano do Sul.
O bairro caracteriza-se por percorrer entre a zona industrial e a zona residencial. A Vila Prosperidade era de Santo André, assim como a Vila São Caetano, que em 1948 se liberou de Santo André, a Vila prosperidade também se desmembrou do município de Santo André e passou a pertencer a São Caetano do Sul.
O Bairro Prosperidade foi oficialmente incorporado ao mapa de São Caetano do Sul após uma intensa mobilização popular. A anexação da então Vila Prosperidade aconteceu graças ao esforço dos moradores, organizados em torno da Sociedade Amigos da Vila Prosperidade. Apesar da vitória no plebiscito realizado em 01 de dezembro de 1963, a reivindicação não foi atendida de imediato, pois Santo André resistiu ao resultado. A anexação só foi concretizada em 13 de abril de 1967, após o reconhecimento judicial do direito da população local. A partir desta data que o local recebeu melhoramentos como saneamento básico, asfalto, iluminação e rede de água. 
Na época em que foi incorporada, a Vila Prosperidade contava com cerca de cinco mil habitantes e um grupo escolar. O comércio era variado, com três padarias, duas farmácias, três açougues, um mercado, doze empórios e diversas lojas de móveis, evidenciando o dinamismo econômico do bairro.
Origem e Loteamento das Terras
A história do bairro antecede sua incorporação, tendo início com o loteamento das terras situadas nas várzeas barrentas do Rio Tamanduateí. Antes disso, a região era ocupada por olarias e conhecida como local de lazer para crianças, que exploravam em busca de frutas silvestres e passarinhos.
Antes do loteamento, existia apenas uma estradinha de terra paralela à linha de trem entre o Rio Tamanduateí e a Estrada de Ferro, utilizada como pastagem. Em 1925, José Alcântara Machado de Oliveira e Brasília Leopoldina Machado de Carvalho decidiram lotear cerca de 30 alqueires de sua propriedade. O projeto da nova vila previa ruas circulares ao redor da Praça da Riqueza, eixo central do bairro. Os proprietários também deram à vila o nome de Prosperidade.

Imagem #1 - Reprodução da primeira página da edição de 7 de dezembro de 1963 do Jornal de São Caetano. Em destaque, a manchete relativa ao resultado do plebiscito, favorável à anexação. Notícia da vitória dos moradores da Vila Prosperidade.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
 
Imagem #2 - No dia 10 de abril de 1967, a população reuniu-se para a solenidade que confirmou a anexação da então Vila Prosperidade a São Caetano, a longa disputa  judicial travada contra Santo André desde a realização do plebiscito de 1º de dezembro de 1963 chegou ao fim.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
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10/04/2026

Ellio Benedetti nasceu em Ribeirão Preto no dia 29 de março de 1917. Era filho de José Benedetti e Maria Benedetti. Foi metalúrgico e trabalhou na Usina São José, no Bairro Prosperidade. Casou-se com Angelina Ferrari, com quem teve dois filhos: Daise Benedetti Batachi e Antônio Carlos Benedetti. Vieram morar em São Caetano no ano de 1946, na Rua dos Mármores, próximo ao local de trabalho de Ellio. No ano de 1947, foi eleito presidente do clube Jabaquara, que, na época, além do campo de futebol possuía também um salão de baile. Ellio Benedetti faleceu no dia 25 de dezembro de 1986.

Rua Hélio Benedetti, está localizada no Bairro Prosperidade, tem o seu início na Avenida Prosperidade, na altura do n° 800, e finaliza além da mesma Avenida Prosperidade, são 234 metros de extensão. Bairro Prosperidade foi pelo decreto: 7654-24/07/1997.

Bairro Prosperidade - História e Desenvolvimento 
A história do Bairro Prosperidade se caracteriza pela sua localização estratégica, situada entre o leito da Estrada de Ferro e as várzeas do Rio Tamanduateí. A região foi alvo de diversos projetos de loteamento, mas enfrentou frequentes problemas político-administrativos. Durante muitos anos, o bairro alternava sua pertença entre Santo André e São Caetano, situação que persistiu até 1967.
O primeiro loteamento do bairro ocorreu em meados da década de 1920, sob iniciativa de José Alcântara Machado de Carvalho. Nessa época, foram abertas as primeiras vias públicas e vendidos os primeiros lotes. Contudo, o plano de armamento e loteamento só recebeu aprovação oficial em 28 de fevereiro de 1944, através do decreto 51, assinado pelo então prefeito de Santo André, José de Carvalho Sobrinho, conforme o processo nº 2399/43.
Em 1932, foi criada a Sociedade Auxiliada Vila Prosperidade, uma empresa dedicada à aquisição de lotes, construção de casas e venda de imóveis. Naquele período, o bairro integrava o Distrito de São Caetano, mas com a criação do município de Santo André em 1938, passou a compor a segunda zona, correspondente ao atual município de São Caetano do Sul.
Anexação ao Município de São Caetano
Com a conquista da autonomia político-administrativa de São Caetano em 1948, a Vila Prosperidade iniciou o movimento para sua anexação ao novo município. Essa reivindicação foi atendida após um plebiscito realizado em 1º de dezembro de 1963, no qual a maioria das pessoas votaram a favor para a incorporação da Vila Prosperidade a São Caetano. Mesmo após o pleito, a anexação só foi concretizada três anos depois, em 13 de abril de 1967, após uma longa disputa judicial com Santo André, marcada por sucessivos embargos que retardaram o processo. 
Memória Fotográfica
Imagem #1 - Vista da travessia do Rio Tamanduateí unindo os bairros Prosperidade e Califórnia. Foto de 1939. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
                                           
Interior da farmácia Droga Nova, localizada no Bairro Prosperidade, um dos estabelecimentos farmacêuticos da Vila Prosperidade na época de sua anexação a São Caetano, localizava-se na Praça da Riqueza, nº 107. Ao centro do estabelecimento, está Diva Cassetari Grassi, primeira farmacêutica de São Caetano do Sul. Foto do ano de 1960. 
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
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