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  • Cesta ! O vitorioso basquete feminino de São Caetano do Sul ( 1968-1977)
    Local: Hall de entrada SELJ (Av. Fernando Simonsen, 190). Período de visitação: de 8 de outubro de 2025 a 24 de abril de 2026.

Programação


10/04/2026

Bairro Prosperidade: Rua São José
O Bairro Prosperidade fica além do traçado da via férrea. Começa na confluência do córrego do moinho com o Rio Tamanduateí, até o cruzamento com a rua do Ouro, segue até o cruzamento com a Avenida Prosperidade, onde se limita com os municípios de Santo André e de São Paulo. A Rua São José, tem o seu início na Avenida do Estado, e finaliza na Rua do Ouro, Bairro Prosperidade, Processo: 3772/84 - 1° Registro de Imóveis de SCS. 3.
Bairro Prosperidade: Incorporação ao Município de São Caetano do Sul.
O bairro caracteriza-se por percorrer entre a zona industrial e a zona residencial. A Vila Prosperidade era de Santo André, assim como a Vila São Caetano, que em 1948 se liberou de Santo André, a Vila prosperidade também se desmembrou do município de Santo André e passou a pertencer a São Caetano do Sul.
O Bairro Prosperidade foi oficialmente incorporado ao mapa de São Caetano do Sul após uma intensa mobilização popular. A anexação da então Vila Prosperidade aconteceu graças ao esforço dos moradores, organizados em torno da Sociedade Amigos da Vila Prosperidade. Apesar da vitória no plebiscito realizado em 01 de dezembro de 1963, a reivindicação não foi atendida de imediato, pois Santo André resistiu ao resultado. A anexação só foi concretizada em 13 de abril de 1967, após o reconhecimento judicial do direito da população local. A partir desta data que o local recebeu melhoramentos como saneamento básico, asfalto, iluminação e rede de água. 
Na época em que foi incorporada, a Vila Prosperidade contava com cerca de cinco mil habitantes e um grupo escolar. O comércio era variado, com três padarias, duas farmácias, três açougues, um mercado, doze empórios e diversas lojas de móveis, evidenciando o dinamismo econômico do bairro.
Origem e Loteamento das Terras
A história do bairro antecede sua incorporação, tendo início com o loteamento das terras situadas nas várzeas barrentas do Rio Tamanduateí. Antes disso, a região era ocupada por olarias e conhecida como local de lazer para crianças, que exploravam em busca de frutas silvestres e passarinhos.
Antes do loteamento, existia apenas uma estradinha de terra paralela à linha de trem entre o Rio Tamanduateí e a Estrada de Ferro, utilizada como pastagem. Em 1925, José Alcântara Machado de Oliveira e Brasília Leopoldina Machado de Carvalho decidiram lotear cerca de 30 alqueires de sua propriedade. O projeto da nova vila previa ruas circulares ao redor da Praça da Riqueza, eixo central do bairro. Os proprietários também deram à vila o nome de Prosperidade.

Imagem #1 - Reprodução da primeira página da edição de 7 de dezembro de 1963 do Jornal de São Caetano. Em destaque, a manchete relativa ao resultado do plebiscito, favorável à anexação. Notícia da vitória dos moradores da Vila Prosperidade.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
 
Imagem #2 - No dia 10 de abril de 1967, a população reuniu-se para a solenidade que confirmou a anexação da então Vila Prosperidade a São Caetano, a longa disputa  judicial travada contra Santo André desde a realização do plebiscito de 1º de dezembro de 1963 chegou ao fim.
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
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10/04/2026

Ellio Benedetti nasceu em Ribeirão Preto no dia 29 de março de 1917. Era filho de José Benedetti e Maria Benedetti. Foi metalúrgico e trabalhou na Usina São José, no Bairro Prosperidade. Casou-se com Angelina Ferrari, com quem teve dois filhos: Daise Benedetti Batachi e Antônio Carlos Benedetti. Vieram morar em São Caetano no ano de 1946, na Rua dos Mármores, próximo ao local de trabalho de Ellio. No ano de 1947, foi eleito presidente do clube Jabaquara, que, na época, além do campo de futebol possuía também um salão de baile. Ellio Benedetti faleceu no dia 25 de dezembro de 1986.

Rua Hélio Benedetti, está localizada no Bairro Prosperidade, tem o seu início na Avenida Prosperidade, na altura do n° 800, e finaliza além da mesma Avenida Prosperidade, são 234 metros de extensão. Bairro Prosperidade foi pelo decreto: 7654-24/07/1997.

Bairro Prosperidade - História e Desenvolvimento 
A história do Bairro Prosperidade se caracteriza pela sua localização estratégica, situada entre o leito da Estrada de Ferro e as várzeas do Rio Tamanduateí. A região foi alvo de diversos projetos de loteamento, mas enfrentou frequentes problemas político-administrativos. Durante muitos anos, o bairro alternava sua pertença entre Santo André e São Caetano, situação que persistiu até 1967.
O primeiro loteamento do bairro ocorreu em meados da década de 1920, sob iniciativa de José Alcântara Machado de Carvalho. Nessa época, foram abertas as primeiras vias públicas e vendidos os primeiros lotes. Contudo, o plano de armamento e loteamento só recebeu aprovação oficial em 28 de fevereiro de 1944, através do decreto 51, assinado pelo então prefeito de Santo André, José de Carvalho Sobrinho, conforme o processo nº 2399/43.
Em 1932, foi criada a Sociedade Auxiliada Vila Prosperidade, uma empresa dedicada à aquisição de lotes, construção de casas e venda de imóveis. Naquele período, o bairro integrava o Distrito de São Caetano, mas com a criação do município de Santo André em 1938, passou a compor a segunda zona, correspondente ao atual município de São Caetano do Sul.
Anexação ao Município de São Caetano
Com a conquista da autonomia político-administrativa de São Caetano em 1948, a Vila Prosperidade iniciou o movimento para sua anexação ao novo município. Essa reivindicação foi atendida após um plebiscito realizado em 1º de dezembro de 1963, no qual a maioria das pessoas votaram a favor para a incorporação da Vila Prosperidade a São Caetano. Mesmo após o pleito, a anexação só foi concretizada três anos depois, em 13 de abril de 1967, após uma longa disputa judicial com Santo André, marcada por sucessivos embargos que retardaram o processo. 
Memória Fotográfica
Imagem #1 - Vista da travessia do Rio Tamanduateí unindo os bairros Prosperidade e Califórnia. Foto de 1939. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
                                           
Interior da farmácia Droga Nova, localizada no Bairro Prosperidade, um dos estabelecimentos farmacêuticos da Vila Prosperidade na época de sua anexação a São Caetano, localizava-se na Praça da Riqueza, nº 107. Ao centro do estabelecimento, está Diva Cassetari Grassi, primeira farmacêutica de São Caetano do Sul. Foto do ano de 1960. 
Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica
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18/03/2026

Ana Maria de Jesus Ribeiro, mais conhecida como Anita Garibaldi, nasceu por volta de 1821 em Laguna, na Província de Santa Catarina, filha de Bento Ribeiro da Silva e Maria Antonia de Jesus.

Anita casou-se com o italiano Giuseppe Garibaldi em 1842. O casal viveu no Brasil e no Uruguai, onde tiveram três filhos. Na Itália, pátria de Giuseppe Garibaldi, ambos se dedicaram à luta pela unificação da península.

Muitos dos feitos de Anita e Giuseppe Garibaldi são relatados nas memórias dele. Em 1839, Giuseppe recebe ordens para atacar embarcações imperiais no litoral brasileiro, e Anita decide acompanhá-lo no navio Rio Pardo. Sobre as intensas batalhas navais, Anita é descrita como uma mulher de grande coragem. Anita empunhou armas e chegou a ser ferida em batalha. Giuseppe expressava o receio de perdê-la, mas também admirava o incentivo que ela dava aos soldados, estimulando-os a lutar bravamente, como ocorreu no conflito de Imbituba (Santa Catarina). Anita foi feita prisioneira quando os farroupilhas foram surpreendidos por tropas imperiais. Levada ao acampamento inimigo. Anita fugiu, atravessando matas e rios de Curitibanos a Lages, onde reencontrou Garibaldi. Em setembro de 1840, Anita deu à luz seu primeiro filho, teve de fugir novamente, escapando de um ataque imperial e se refugiando na floresta.

Em meados de 1841, Anita mudou-se com a família para Montevidéu, no Uruguai. Garibaldi trabalhou como professor e corretor, até ser convidado a comandar o navio Constituição na legião oriental, participando da guerra civil uruguaia.

O casal mudou-se para a Itália em 1847 com os filhos. Lá, integraram a legião italiana e participaram de ações militares pela independência do Reino de Sardenha contra o Império Austro-Húngaro (1848-1849) e na defesa da República de Roma contra os franceses (1849). Em julho de 1849, fugindo da perseguição francesa e austríaca, Anita, Garibaldi e milhares de homens se retiraram de Roma. Ao chegarem em San Marino, Garibaldi dissolveu o exército.

 Anita veio a falecer de malária em 4 de agosto de 1849, na Fattoria Guiccioli – Mandriole, aos 28 anos.

O Museu Casa de Anita, em Laguna, Santa Catarina, foi criado para preservar e recordar a trajetória de Anita Garibaldi.

A Rua Anita Garibaldi está localizada no Bairro Santa Maria, em São Caetano do Sul. Seu traçado inicia-se na Rua Nazaret e termina na Alameda Cassaquera.


Imagem #1 - Igreja São Francisco de Assis, Bairro Santa Maria. Foto da década de 60. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica

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26/02/2026

Oswaldo Gonçalves Cruz foi um médico e sanitarista brasileiro considerado o pioneiro da medicina experimental, nascido em São Luís do Paraitinga, em São Paulo, em 5 de agosto de 1872. Era filho de Bento Gonçalves Cruz e Amália Bulhões. Faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, em 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos.

Graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1892. No ano de 1897, viajou para Paris, onde permaneceu por dois anos estudando no Instituto Pasteur, e medicina legal no Instituto de Toxicologia.

De volta ao Rio de Janeiro, assumiu a direção técnica do Instituto Soroterápico Federal, na Fazenda Manguinhos, Rio de Janeiro, e no ano de 1902 atuou no comando da Diretoria-Geral de Saúde Pública (DGSP).

Oswaldo Cruz, por meio de sua destacada atuação promoveu transformações no país, obtendo vitórias sobre o combate à peste bubônica, a febre amarela e a varíola. Para isso, o jovem médico teve que empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da capital federal, na época o Rio de Janeiro, a febre amarela, a peste bubônica e varíola, medidas que o levaram a enfrentar vários problemas, pois Oswaldo Cruz entendia que o transmissor da febre amarela era um mosquito, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreriam casas e ruas, para eliminar focos de insetos, medidas que provocaram reação popular, e em  1904, houve oposição a Oswaldo Cruz. Com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista promoveu implantar a vacinação em massa da população. O congresso imediatamente suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a população passou a procurar os postos de vacinação do Rio de Janeiro.

A consagração internacional ocorreu ao médico sanitarista brasileiro, pois entre 1905 e 1906, Oswaldo Cruz empreendeu uma expedição a 30 portos do país para estabelecer um código sanitário com regras internacionais, e em 1907 ocorreu o seu reconhecimento internacional, quando recebeu a medalha de ouro no Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, na Alemanha, pelo seu trabalho de saneamento no Rio de Janeiro.

Em 1910 combateu a malária durante a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, viajou a Rondônia, e erradicou a febre amarela no Pará.

Em 1913, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 1915 abandonou a direção do Instituto Oswaldo Cruz e mudou-se para Petrópolis onde foi eleito prefeito da cidade.

A Rua Oswaldo Cruz está situada no Bairro Santa Paula, tendo início na Avenida Goiás e finalizando na Rua Sílvia. Ao longo do tempo, recebeu diferentes nomes, como Rua Júpiter, Rua Cabo Frio e Rua PRS, refletindo as mudanças urbanas e administrativas da região.

O Bairro Santa Paula tem suas origens ligadas às antigas Vila Industrial, Eleikeiroz e Paula. Em 1968, a Prefeitura Municipal de São Caetano oficializou a denominação de Vila Paula, consolidando a identidade do local. No início do século, em 1911, a região era pouco povoada, mas já abrigava o primeiro cemitério, surgindo a partir de antigos lotes coloniais.

Durante o século 19, a área que viria a ser conhecida como Vila Paula localizava-se próxima ao Córrego do Moinho. O processo de loteamento ocorreu na década de 1920, mediado por Gabriel Teixeira de Paula e Serafim Constantino. Entre as famílias pioneiras, destacam-se os Garcia, seguidos por Spinello e Veronesi.

A inauguração da General Motors do Brasil, em 1930, foi um marco importante para o desenvolvimento da infraestrutura local, geração de empregos e melhorias urbanas. Apesar do crescimento, várias chácaras permaneceram no bairro, que também passou a abrigar imigrantes húngaros, búlgaros, poloneses, iugoslavos, alemães e lituanos.

A região da Vila Paula conta com o tradicional Grupo Escolar Dom Benedito Paulo Alves de Souza, inaugurado na década de 1950. Outros pontos de referência são a Escola Estadual Coronel Bonifácio de Carvalho, o Corpo de Bombeiros, a 4ª Companhia da Polícia Militar e o Complexo Educacional que abriga a SECULT (Secretaria Municipal de Cultura de São Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de Letras da Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação Histórica de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural Casa de Vidro-Ateliê Cultural, todos situados na Praça dos Professores, na Avenida Goiás, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo. Na avenida encontram-se ainda a Biblioteca Municipal Paul Harris e a Academia de Letras.

Imagem #1 - No ano de 1958, projetada pelo arquiteto Rodney Guaraldo, a Praça do Professor, denominação atribuída em 1956, na Avenida Goiás, onde se vê o Auditório Santos Dumont à esquerda e o Posto de Puericultura Aracy Torres Campanella à direita.

Hoje este mesmo lugar é um espaço utilizado para as atividades culturais no Complexo Educacional de Ensino Fundamental, formado pela SECULT (Secretaria Municipal de Cultura de São Caetano do Sul), o Cine Teatro Municipal Santos Dumont, a Academia de Letras da Grande São Paulo, a Fundação Pró-Memória e o Centro de Documentação Histórica de São Caetano do Sul, a Pinacoteca Municipal e o Espaço Cultural Casa de Vidro-Ateliê Cultural.

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26/02/2026

Arlindo Marchetti nasceu em 1º de novembro de 1917, na cidade de Tabatinga, no estado de São Paulo. Era filho de Miguel Marchetti e Albina Vallini. Mudou-se para São Caetano, ao lado da esposa, Silvana Isolina Zambrani Marchetti. Tiveram duas filhas: Isa Maria e Ana Maria.

Profissionalmente, Arlindo Marchetti atuou como contador. Na vida pública, destacou-se como vereador eleito para a Primeira Legislatura da Câmara Municipal de São Caetano, com início em 3 de abril de 1949, demonstrando seu engajamento e compromisso com a política local.

A participação de Arlindo Marchetti em movimentos sociais foi marcante. Ele esteve presente na Sociedade Amigos de São Caetano, entidade fundada em 2 de setembro de 1947 com o objetivo de fortalecer o movimento autonomista da região. O principal feito dessa sociedade foi encaminhar à Assembleia Legislativa o requerimento para a realização de um plebiscito pela autonomia de São Caetano.

O envolvimento de Arlindo Marchetti também foi fundamental no Movimento dos Líderes Autonomistas de 1948, que resultou na emancipação de São Caetano. O movimento, vitorioso, culminou em 24 de dezembro de 1948, com a assinatura da emancipação da cidade pelo governador do Estado de São Paulo, em cerimônia realizada no Palácio do Governo.

Além de sua atuação política, Arlindo Marchetti participou da fundação da Sociedade Beneficente Hospital São Caetano, em 1954, sendo sócio fundador e membro da primeira diretoria da instituição, no mesmo ano.

A Rua Arlindo Marchetti, está localizada no Bairro Santa Maria, em São Caetano do Sul. Seu traçado inicia-se na Rua João Galego e termina na Rua Boa Vista. Historicamente, essa rua teve diferentes denominações ao longo do tempo: inicialmente era chamada de Rua Beatriz, depois recebeu os nomes de Rua 2, Rua Tapajós e Rua Retirada da Laguna, até chegar à designação atual em homenagem a Arlindo Marchetti.

O Bairro Santa Maria tem sua história marcada pela fusão das Vilas Santa Maria, Pujol e Saúde, além do Jardim Cândida. A região foi colonizada por imigrantes espanhóis e seu loteamento ocorreu na década de 1920, conduzido pelos irmãos Hippolyto Pujol, que eram proprietários do local e responsáveis pela divisão dos lotes.

Uma das contribuições importantes para o desenvolvimento do bairro foi a implantação do sistema de bondes, que conectava São Caetano a outras áreas da região. O bairro é caracterizado por curvas e diferentes níveis de altura em seu relevo.

Na história do bairro, destaca-se o cultivo de diversas espécies de flores. Outro personagem importante foi Vicente Rodrigues Vieira, conhecido como o curandeiro, que atendia os moradores em sua casa e costumava prescrever novenas aos doentes. Após seu falecimento em 1935, seu filho Bento Rodrigues Vieira manteve o atendimento à comunidade.

No bairro existiu a antiga Chácara do Dr. Souza Voto, que servia como espaço para festas e bailes. Posteriormente, o local deu lugar à APAE (Associação de Pais e Amigos do Excepcional). O Teatro Paulo Machado de Carvalho permanece como uma referência cultural, juntamente com o posto de puericultura, o Parque Santa Maria e as escolas do bairro.

Imagem #1 - Em 23 de abril de 1948, uma comissão  de Autonomistas entregava na Assembléia Legislativa, SP, o memorial solicitando a criação do Município de São Caetano do Sul. Da esquerda para a direita: Arlindo Marchetti. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica.

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26/02/2026

Graciliano Ramos de Oliveira foi um importante escritor, político e jornalista brasileiro, nascido em Quebrangulo, Alagoas, em 27 de outubro de 1892. Em sua vida pessoal, casou-se com Heloísa de Medeiros, com quem teve quatro filhos. Graciliano faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20 de março de 1953, aos 61 anos.

Em 1927, Graciliano Ramos foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios, Alagoas. Apesar da carreira política ter sido breve, sua gestão ficou marcada por promover verdadeiras transformações na cidade. Sua reputação de comerciante respeitado entre a sociedade local contribuiu para que sua atuação à frente da prefeitura fosse vista como revolucionária.

O primeiro romance de Graciliano, intitulado Caetés, foi publicado em 1930. Nessa época, ele morava em Maceió, onde assumiu a direção da Imprensa Oficial do Estado. Durante esse período, conviveu com importantes nomes da literatura nacional, como José Lins do Rego, Rachel de Queiroz e Jorge Amado. O destaque de suas obras são: São Bernardo, 1934 ; Vidas Secas, 1938.

No ano de 1936, Graciliano foi preso, experiência que mais tarde seria retratada no livro Memórias do Cárcere, em 1953. Esse episódio marcou profundamente sua trajetória pessoal e literária.

Graciliano realizou uma viagem pela Europa, experiência registrada na obra Viagem. Ao longo da vida, ele também atuou como tradutor de diversas obras. Reconhecido por seu talento, recebeu vários prêmios e teve sua obra amplamente elogiada pela crítica literária no Brasil e internacionalmente.

A Rua Graciliano Ramos, situada no bairro Jardim São Caetano, inicia-se na Rua Pasteur e termina na Rua Winston Churchill. Historicamente, essa via já foi conhecida como Rua Grota Funda e Rua C, denominações que remontam ao loteamento da antiga Vila Belvedere.

O desenvolvimento do Jardim São Caetano teve início em 1930, quando o Bank of London, por meio de sua filial no Brasil, adquiriu o terreno.

Nessa época da aquisição pelo Bank of London, a área era caracterizada por diversas lagoas e grande parte do terreno era utilizada pela fábrica Cerâmica São Caetano para extração de argila. A propriedade era de grande extensão, sendo composta por áreas pertencentes à F. Ford e à Wadih Pedro & Irmão.

Posteriormente, em 1949, foi realizado o primeiro loteamento na região, denominado Vila Belvedere, loteamento local foi idealizado pelo engenheiro Victor Malunud e por Delamonica Pereira de Castro, contribuindo para o desenvolvimento e urbanização do bairro.

 No início da década de 1960, a Companhia City iniciou a construção de residências luxuosas, marcando efetivamente o surgimento do Jardim São Caetano, que se destaca como a última área urbanizada de São Caetano do Sul.

Imagem #1 - Vista parcial do Jardim São Caetano, quando as primeiras casas começaram a ser construídas.

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26/02/2026

Uladislau Herculano de Freitas Guimarães, Herculano de Freitas, foi um advogado,  jornalista, político, professor acadêmico, nascido em Arroio Grande,  província do Rio do Grande do Sul, no dia 25 de novembro de 1865. Era filho de Rogério José e de Joaquina Caetana de Freitas Guimarães. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 14 de maio de 1926, aos 60 anos.

 Na sua formação de advogado, pela Faculdade de Direito de São Paulo, recebeu o grau de bacharel em 1889 e o grau de doutor em 1891, onde atuou como professor no ano de 1890. Foi eleito diretor da Faculdade de Direito de São Paulo no período de 1915 a 1917.

Na política, foi eleito deputado estadual e, em 1894, deputado federal por São Paulo. Em 1896, foi eleito senador, sendo que, em 1922, foi novamente eleito senador e depois deputado federal por São Paulo. Em 1918, foi nomeado secretário da Justiça e da Segurança Pública do Estado de São Paulo. Por decreto no ano de 1925, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal.

A Rua Herculano de Freitas está situada no Bairro da Fundação e tem seu início na Rua Rio Branco, finalizando na Avenida do Estado. Anteriormente, era conhecida como Rua Tenente Gel. Alfredo Fláquer.

Na origem do bairro, em tempos passados, era denominado Bairro da Ponte. Em 15 de dezembro de 1950, foi sancionada a lei 133, que oficializou o nome de Bairro da Fundação.

O bairro preserva grande valor histórico, pois desde o século XVIII foi sede da Fazenda Beneditina de São Caetano. No final do século XIX, em específico no dia 28 de julho de 1877, o local recebeu os primeiros imigrantes italianos, instalados no então Núcleo Colonial de São Caetano, fundado pelo governo imperial.

O desenvolvimento do bairro foi marcante não apenas para a cidade, mas também para a região do estado de São Paulo, inicialmente com as olarias e, posteriormente, com o surgimento das diversas indústrias.

O Bairro da Fundação foi pioneiro no município no desenvolvimento de repartições públicas e escolas, refletindo seu papel de destaque na organização urbana e educacional.

A arquitetura da região preserva a herança histórica do bairro, estando presente em edificações. Entre os marcos históricos, destacam-se a Igreja Matriz Velha, o sítio histórico conhecido atualmente na Vitrine Arqueológica e a Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Fláquer, que foi criada em 1920 e passou a ser municipalizada em 2007.

A tradicional Festa Italiana, que chega à sua 33ª edição, é realizada atualmente no Parque Província de Treviso, localizado na Praça Comendador Ermelino Matarazzo, dentro do Bairro da Fundação.

Imagem #1 - No ano de 1958, o prédio do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Fiação e Tecelagem de S.C.S. na Rua Herculano de Freitas, 133, Bairro da Fundação. Acervo/FPMSCS


Após um estudo detalhado dos documentos provenientes dos séculos XVI e XVII, foi possível concluir que o Caminho do Tijucuçu, inclusive a região de São Caetano, apresenta vestígios dos Antigos Caminhos do Mar.

Durante o período colonial brasileiro a região era de passagem para tropeiros que transitavam entre o planalto e o litoral, tornando-se um ponto estratégico para o fluxo de pessoas e mercadorias.

As placas, identificadas nas ruas Maximiliano Lorenzini, Rio Branco, a Rua Herculano de Freitas, entre outras, exibem os nomes dos caminhos remanescentes, caminhos históricos que foram incorporados ao traçado urbano atual.

Tudo indica que o chamado Caminho Velho do Mar foi alcançado pelo Caminho Novo em São Caetano. É notável pensar que as ruas que hoje compõem o cotidiano da população de São Caetano foram, em um passado distante, percorridas por tropeiros determinados a vencer a serra do mar.

Esses registros indicam a permanência de elementos do passado na configuração da cidade moderna.


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10/02/2026

Rua João D’Agostini

Filho de Luigi e Joana D'Agostini, imigrantes italianos estabelecidos em São Caetano no dia 28 de julho de 1877, João D'Agostini exerceu a profissão de pedreiro na cidade.

Foi responsável pela construção de edifícios que abrigaram importantes estabelecimentos comerciais de São Caetano, como Casa Weigand e Padaria Marchigiana, de propriedade da família Santarelli.

Comandou também a construção do Estádio Conde Francisco Matarazzo (pertencente ao São Caetano Esporte Clube), que ficava na Rua Paraíba. João D'Agostini foi ainda músico da banda Casa de Savóia.

A Rua João D’Agostini está situada no Bairro Mauá, tendo o início na Rua da Eternidade e finalizando na Rua Carmine Perrela.

O Bairro Mauá nasceu em virtude do decreto municipal 3064, de 15 de janeiro de 1968, é formado por parte da Fazenda São Caetano, que existiu entre 1631 e 1877.

Na localidade, que se denominou Vila Boqueirão, também está inclusa parte das vilas Gisela e Marlene, no ano de 1958 a prefeitura do município indicava em projeto que o bairro a seria um loteamento residencial. Após a aprovação do projeto em 1959, deu-se as vendas dos lotes.

Os conjuntos habitacionais foram concebidos pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e pela Cooperativa Habitacional do ABC.

Em sua localização, o Bairro Mauá traz a referência da Estrada das Lágrimas, que interliga o munícipio com a capital São Paulo e com o município de São Bernardo do Campo, que intercruza com Rudge Ramos, uma das vertentes do Antigo Caminho do Mar.

Uma das ruas do Conjunto Residencial que deu origem ao Bairro Mauá na década de 60. As casas foram construídas pela Cooperativa Habitacional de São Caetano do Sul, que transformou a Vila Boqueirão no Bairro Mauá. Foram construídas 493 casas para trabalhadores. Considera-se a primeira Cooperativa Habitacional do ABC. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul.

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