Rua João D’Agostini
Filho de Luigi e Joana D'Agostini, imigrantes italianos estabelecidos em São Caetano no dia 28 de julho de 1877, João D'Agostini exerceu a profissão de pedreiro na cidade.
Foi responsável pela construção de edifícios que abrigaram importantes estabelecimentos comerciais de São Caetano, como Casa Weigand e Padaria Marchigiana, de propriedade da família Santarelli.
Comandou também a construção do Estádio Conde Francisco Matarazzo (pertencente ao São Caetano Esporte Clube), que ficava na Rua Paraíba. João D'Agostini foi ainda músico da banda Casa de Savóia.
A Rua João D’Agostini está situada no Bairro Mauá, tendo o início na Rua da Eternidade e finalizando na Rua Carmine Perrela.
O Bairro Mauá nasceu em virtude do decreto municipal 3064, de 15 de janeiro de 1968, é formado por parte da Fazenda São Caetano, que existiu entre 1631 e 1877.
Na localidade, que se denominou Vila Boqueirão, também está inclusa parte das vilas Gisela e Marlene, no ano de 1958 a prefeitura do município indicava em projeto que o bairro a seria um loteamento residencial. Após a aprovação do projeto em 1959, deu-se as vendas dos lotes.
Os conjuntos
habitacionais foram concebidos pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e pela
Cooperativa Habitacional do ABC.
Em sua localização, o Bairro Mauá traz a referência da Estrada das Lágrimas, que interliga o munícipio com a capital São Paulo e com o município de São Bernardo do Campo, que intercruza com Rudge Ramos, uma das vertentes do Antigo Caminho do Mar.
Uma das ruas do Conjunto Residencial que deu
origem ao Bairro Mauá na década de 60. As casas foram construídas pela
Cooperativa Habitacional de São Caetano do Sul, que transformou a Vila
Boqueirão no Bairro Mauá. Foram construídas 493 casas para trabalhadores.
Considera-se a primeira Cooperativa Habitacional do ABC. Acervo/Fundação Pró-Memória
de São Caetano do Sul.
Rua Carmine
Perrella
Carmine Perrella nasceu no dia 29 de outubro de
1863, em Boiano, Província de Campobasso, na Itália e faleceu em São Caetano,
em 11 de julho de 1956. Era filho de Nicola Perrella e de Agatha Perrella.
Chegou ao Brasil em 1881, tendo se instalado em São Caetano em 1883.
Na cidade, foi proprietário de olaria, juiz de paz e
um dos fundadores da Sociedade de Mútuo Socorro Principe di Napoli e da
Sociedade Internacional União Operária. Foi casado com Corinda Perrella, com
quem teve seis filhos.
A Rua Carmine Perrella está situada no Bairro
Mauá, tendo o início na Rua Constantino de Moura Baptista e
finalizando na Rua Capivari, ambas no Bairro Mauá.
Ao longo do tempo
recebeu diferentes nomes como Rua E e Rua 5. As
alterações e oficializações de nome foram regidas pelas seguintes leis e
processos: Lei 562 de 15/10/1955, Lei 1348 de 29/03/1965 - Denominação de vias
públicas promulgada pelo Prefeito Municipal de São Caetano do Sul, Anacleto
Campanella, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei, e dispõe
sobre oficialização e denominação de vias públicas.
O Bairro Mauá, nasceu em virtude do decreto municipal 3064, de 15 de
janeiro de 1968, é formado por parte da Fazenda São Caetano, que existiu entre
1631 a 1877.
A localidade, que se
denominou Vila Boqueirão, também está inclusa parte das vilas Gisela e Marlene,
no ano de 1958 a prefeitura do município indicava em projeto que o bairro seria
um loteamento residencial. Após, a aprovação do projeto em 1959, deu-se as
vendas dos lotes.
Os conjuntos
habitacionais foram concebidos pelo Banco Nacional de Habitação (BNH) e pela
Cooperativa Habitacional do ABC.
Em sua localização, o
Bairro Mauá traz a referência da Estrada das Lágrimas que interliga o munícipio
com a capital São Paulo e com o município de São Bernardo do Campo que
intercruza com o bairro de Rudge Ramos, uma das vertentes do Antigo Caminho do
Mar. Também, encontra-se o Cemitério das
Lágrimas, e um viveiro onde está o
Parque Botânico, a Escola de Ecologia.
No Bairro Mauá
encontra-se o EME Profa. Alcina Dantas Feijão e a EMEF Ângelo Raphael
Pelegrino.
Na década de 60, o
município recebeu a então denominada Escola de Engenharia Mauá, a primeira de
nível superior a instalar-se no munícipio.
Giácomo
Dal’Cin nasceu em 14 de fevereiro de 1838, na Província de Treviso, Itália, na
cidade de Vitório Vêneto. Faleceu em 19 de março de 1915, em São Caetano do
Sul, SP, aos 77 anos.
Filho de
Giovanni e Angela Dal’Cin, a sua trajetória de vida teve um novo caminhar
quando, em 28 de julho de 1877, Giácomo chegou, na então fazenda São
Caetano, acompanhado dos primeiros
imigrantes italianos que fundaram São Caetano do Sul, denominado de núcleo de
São Caetano, no qual ocorreu a demarcação dos lotes das primeiras 28 famílias
(156 pessoas) que chegaram à antiga Fazenda de São Caetano. Ao chegarem, foram
recebidos e instalados na casa grande e nas senzalas da antiga Fazenda de São
Caetano, local que, na época, tinha pouco mais de uma dezena de moradores, uma
igreja em ruínas e uma vasta mata próxima ao Rio Tamanduateí.
Giácomo veio
ao Brasil com sua esposa, Domingas Lou Dal’Cin, e o filho primogênito, João
Baptista Dal’Cin. Já estabelecidos em terras brasileiras, o casal teve outros
quatro filhos: Luiz, Augusta, Antonio e Ângelo Dal’Cin. A família recebeu o
lote número 1, situado à esquerda da Capela de São Caetano, na esquina das
atuais ruas 28 de Julho e Mariano Pamplona.
Profissionalmente,
Giácomo Dal’Cin dedicou-se à carpintaria, precisamente naa confecção de caixões
funerários. Também atuou como pedreiro, contribuindo de forma significativa
para a construção da igreja Matriz de São Caetano. Integrado à comunidade local,
sua participação foi colaborativa para o desenvolvimento da região. Além de
suas atividades profissionais e comunitárias, Giácomo Dal’Cin fez parte do
grupo de fundadores do São Caetano Esporte Clube, criado em 1914.
A Rua Giácomo Dalcin está situada no Bairro
Boa Vista, iniciando-se na Rua José Roberto e finalizando na Rua Juruá.
Anteriormente, essa via era conhecida como Rua B, nome atribuído em 1955
durante o loteamento realizado por Ângelo Ferro.
O Bairro Boa
Vista tem sua história com a Vila Palmeiras que foi loteada na década de 1940,
período em que iniciou o processo de urbanização da região. Contudo, sua
formação também contempla loteamentos realizados em áreas anteriormente
conhecidas como Vila Júlia, Vila Ida (Ida Vital), parte da Vila Santa Maria e a
Mata da Viúva. Todas essas regiões contribuíram para o surgimento do atual
Bairro Boa Vista.
Diversas
famílias de imigrantes, como Fantinatti, Falzarano, Thomé, Venturine, entre
outras, escolheram o bairro para residir. O local tornou-se um ponto de
acolhida para imigrantes que buscavam uma nova vida na região.
O nome
"Boa Vista" tem origem na chácara do senhor Hidat, localizada em uma
posição elevada, o que proporciona ampla visão dos arredores. Esse local passou
a ser frequentado pelos munícipes interessados em observar a região,
consolidando o nome que remete à bela vista do alto.
A partir da
década de 1950, o bairro passou a receber investimentos em infraestrutura e
melhorias urbanas. Destacam-se ainda instituições relevantes para a sociedade,
como a biblioteca Ester Mesquita, que esteve presente no bairro entre 1967 e
1980. Atualmente, o Bairro Boa Vista abriga importantes instituições na área da
educação.
Imagem #1 - Placa com o nome de Giácomo Dal’Cin, um dos nomes de fundadores da cidade de São Caetano do Sul, que chegaram ao núcleo colonial em 28/07/1877. A placa foi inaugurada em 1927, e está localizada na igreja Matriz Velha, Bairro da Fundação, em São Caetano do Sul. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul-Centro de Documentação Histórica.
Imagem #1 - As antigas denominações de Rua E e Rua 5, e atual denominação de Rua Carmine Perrela. Acervo/Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul
Vital Brasil Mineiro da Campanha Filho (Vital
Brasil Filho), nascido em 1904 em Paris, França, e morreu em 1936 em Niterói,
Rio de Janeiro. Foi um médico e pesquisador que juntamente com o seu pai, Vital
Brazil, em 1933 estudou o envenenamento causado por cobras corais.
Filho do renomado médico sanitarista e
pesquisador Vital Brazil Mineiro da Campanha (Vital Brazil, 1865–1950) que foi
o fundador do Instituto Butantan, em São Paulo, e do Instituto Vital Brazil, de
Niterói, Rio de Janeiro. Também foi o criador do soro antiofídico, e a sua
atuação foi no combate às epidemias com contribuição para a saúde pública
brasileira.
Vital Brasil Filho morreu jovem devido a uma
septicemia, após se contaminar durante pesquisas com microrganismos no
laboratório do instituto em Niterói, Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da
faculdade de veterinária da Universidade Federal Fluminense, UFF, e que, em sua
homenagem, o diretório acadêmico e a rua receberam o seu nome.
Em sua homenagem denomina-se Avenida Vital
Brasil Filho que está situada no Bairro Olímpico, em São Caetano do Sul, São
Paulo, Brasil. O início da rua é na Rua São Paulo, também no Bairro Olímpico, e
seu término ocorre na Rua Ingá, localizada no mesmo bairro.
A oficialização do nome foi regida pela Lei nº
2.310 Instituiu o nome da Avenida Vital Brasil Filho para uma via pública na
cidade, com o objetivo de homenagear Vital Brasil Filho, a Lei 1348 de
29/03/1965 - Denominação de vias públicas promulgada pelo Prefeito Municipal de
São Caetano do Sul, Anacleto Campanella, usando das atribuições que lhe são
conferidas por Lei, e dispõe sobre oficialização e denominação de vias
públicas.
No bairro, antes de 1950, existiam na região
três loteamentos: a Vila Ressaca, Vila Camila e Vila Monte Alegre, sendo que a
urbanização na localidade começou por volta de 1950. Nessa época, era chamada
de Monte Alegre Novo, onde se construiu o Estádio Municipal Anacleto
Campanella, em 1954, fato que trouxe influência para a mudança do nome,
primeiramente Vila Olímpica, e que, em 1968, recebeu o nome atual de Bairro
Olímpico.
Na atualidade o Bairro Olímpico faz fronteiras
com os bairros Santa Maria e Barcelona, a Rua São Paulo e a Rua Silvia, Bairro
Boa Vista. O limite entre o Bairro Oswaldo Cruz, são a Avenida Vital Brasil
Filho e a Rua Ingá com a Avenida Paraíso.
Henrique Dias, um dos combatentes da guerra
contra os holandeses, nasceu em Recife, Capitania de Pernambuco, Brasil
Colonial.
Em 1637, na Batalha de Porto Calvo, foi ferido
na mão esquerda e teve de amputá-la, o que não o impediu de retornar ao
combate. Morreu esquecido, no Recife, em 1662.
Henrique Dias foi militar, filho de escravos,
líder negro, participando de forma decisiva nas Batalhas de Guararapes, fato
decisivo para a expulsão dos holandeses do Nordeste Brasileiro.
Em sua homenagem denomina-se Rua Henrique
Dias, que está situada no Bairro Fundação, em São Caetano do Sul, São Paulo,
Brasil. O início da rua é na Rua Municipal, e o final na Rua Aquidaban
localizada no mesmo bairro. A oficialização do nome foi regida pela Lei 562 de
15/10/1955, Lei 1348 de 29/03/1965 - Denominação de vias públicas promulgada
pelo Prefeito Municipal de São Caetano do Sul, Anacleto Campanella, usando das
atribuições que lhe são conferidas por Lei, e dispõe sobre oficialização e
denominação de vias públicas.
O
limite do bairro situa-se no limite de São Caetano do Sul com o Bairro de Vila
Prudente, capital de São Paulo, entre o Rio Tamanduateí e a estrada de ferro,
que integra o bairro com a área central do município. A divisa com o Bairro
Prosperidade é feita por meio do Córrego do Moinho.
O Bairro da Fundação cresceu ao redor da
Igreja de São Caetano do Sul, a Matriz Velha do município. Esse bairro foi a
área primitiva, tanto das olarias como das indústrias, as primeiras repartições
públicas e privadas, como a Sociedade Príncipe Di Napoli, o Grupo Escolar
Senador Flaquer, o cinema, a cadeia e o Palacete De Nardi, que hoje é sede do
Museu Histórico Municipal.
O primeiro Prefeito Municipal eleito de São
Caetano do Sul (1949-1953), Ângelo Raphael Pellegrino, em 15 de dezembro de
1950, sancionou a lei nº 135 que deu o nome Fundação ao então denominado Bairro
da Ponte.
Antônio Frederico de Castro Alves, advogado,
foi um dos mais destacados poetas brasileiros do século XIX. Nascido em 1847,
na então Vila de Curralinho, Bahia, local que posteriormente, em 1900, recebeu
o nome de Castro Alves. Filho do médico Antônio José Alves e de Clélia Brasília
da Silva Castro, a sua vida, embora breve, foi marcada por uma intensa produção
literária e pelo engajamento em causas sociais. O poeta faleceu precocemente em
1871, aos 24 anos, em Salvador, vítima de tuberculose.
Desde a infância, Castro Alves demonstrou
forte inclinação para a poesia, o que ficou evidente durante seus estudos na
Escola do Barão de Macaúbas. Sua trajetória literária ganhou força a partir de
1864, quando aos 17 anos ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Porém, em
1867 termina seus estudos na Faculdade de Direito do Largo São Francisco na
capital de São Paulo.
Castro Alves viveu durante o Segundo Reinado
(1840-1889), sob o governo de Dom Pedro II. Esse período foi marcado por
debates sobre a escravidão no Brasil, o que exerceu grande influência sobre sua
produção poética. O autor é considerado expoente da terceira geração do
Romantismo brasileiro, conhecida como Condoreirismo, cuja principal
característica é o engajamento social e político. O condor, símbolo dessa
geração, representa a liberdade e uma visão ampla sobre as questões humanas.
Apesar da curta vida, Castro Alves deixou um
legado significativo na literatura nacional. Entre suas principais obras
destacam-se Espumas flutuantes
(1870), Gonzaga, ou A revolução
de Minas (1875), A cachoeira de Paulo
Afonso (1876), O navio negreiro
(1880) e Os escravos (1883). O poema O navio negreiro, dividido em seis
partes e intitulado Tragédia no mar,
é considerado sua obra mais célebre, por colocar as condições degradantes dos
escravizados trazidos ao Brasil.
Castro Alves ficou conhecido como O Poeta dos Escravos, sendo referência
tanto na literatura quanto no movimento abolicionista. Em 1905, a Academia
Brasileira de Letras homenageou-o, nomeando a cátedra número sete em sua
memória. Diversos espaços públicos em todo o país celebram seu nome, como a Praça Castro Alves, em Salvador, Bahia.
A Rua Castro Alves, localizada no Bairro
Cerâmica, em São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil, foi nomeada em homenagem ao
poeta. Seu início se dá na Rua Engenheiro Armando de Arruda Pereira e seu
término na Avenida Dr. Vital Brasil Filho, ambas situadas no mesmo bairro.
Ao longo dos anos, a rua passou por diferentes
denominações, sendo anteriormente chamada Rua Nogé e Rua Carlos Gomes. As
mudanças e oficialização do nome foram determinadas por legislações municipais,
como a Lei 562 de 15/10/1955 e a Lei 1348 de 29/03/1965. Ambas foram
promulgadas pelo Prefeito Municipal de São Caetano do Sul, Anacleto Campanella,
conforme as atribuições legais referentes à oficialização e denominação de vias
públicas.
O Bairro Cerâmica desenvolveu-se em função da
Cerâmica São Caetano S/A, sucessora da antiga Cerâmica Privilegiada, foi
fundada em 1913 e ficou famosa pela produção de ladrilhos, telhas e tijolos
refratários. Aproximadamente no ano de 1910, o bairro apresentava duas únicas
vias, a Rua Santo Antônio, atual Avenida Senador Roberto Simonsen, e Rua
Caramuru, atual Avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira.
A maioria dos moradores do bairro trabalhava
na Cerâmica São Caetano. Em 1925 foi criado o Cerâmica Futebol Clube
incentivado e subsidiado pela fábrica.