Política e economia do ABC no fim da década de 20 e início dos anos 30

Alexandre Toler RUSSO (*)

No final dos anos 20 e início da década de 30, o Município de São Bernardo comportava área que hoje corresponde a todo o ABC. Instalado em 1890, logo após a Proclamação da República, até à Revolução de 1930 foi politicamente dominado pelos coronéis da República Velha. Economicamente, a região começava a destacar-se no cenário industrial paulista, principalmente devido às fábricas atraídas pela estrada de ferro São Paulo Railway. Ligando a capital paulista ao porto de Santos, a ferrovia proporcionava grande economia no transporte de produtos e matéria-prima.
O núcleo criado em torno da Estação de São Bernardo (posteriormente chamada de Santo André) foi o que mais prosperou nesse tempo. Várias empresas, como Rhodia, Pirelli ou Fichet E.S. Hautman transformaram o então Distrito de Santo André no mais próspero de todo o Município.
O Distrito de São Caetano também se destacava. Ao longo dos anos 20, as olarias perderam espaço para metalúrgicas, montadoras e outras empresas. A economia local era fortemente impulsionada por duas indústrias: o grupo Matarazzo e a General Motors do Brasil. As áreas restantes do território de São Bernardo, locais que hoje correspondem a Mauá, Ribeirão Pires, Diadema e Rio Grande da Serra, eram bem menos desenvolvidas.
As transformações políticas de 1930 atingiram o Município. O desenvolvimento econômico, entretanto, tinha ritmo próprio. Os coronéis da República Velha foram substituídos pelos representantes da nova ordem que se instalava. A região do atual ABC, uma das primeiras e mais importantes áreas fabris de São Paulo, era palco de alterações políticas (que se processavam em âmbito nacional) e começava a sofrer as conseqüências sociais advindas do desenvolvimento da economia industrial (uma lista das principais atividades industriais do ABC no fim da década de 20 e início dos anos 30 é dada no fim do artigo).

SANTO ANDRÉ – Em Janeiro de 1929, tomava posse da Prefeitura de São Bernardo o coronel Saladino Cardoso Franco. O Município, instalado em 1890, possuía 800 km2 e tinha limites estabelecidos pela Lei n† 804, de Outubro de 1901. A Estrada de Ferro São Paulo Railway, inaugurada em 1867, passava pelo local, e a Estação de São Bernardo (conhecida como Santo André) era parada obrigatória.
A região vizinha à Estação de São Bernardo era a que mais se desenvolvia. Em 1929, já era uma das mais prósperas de São Paulo. Junto à ferrovia, o local atraía indústrias, e estas, por sua vez, acabavam por aumentar o número de pessoas que passavam a morar nos arredores. Nesse ano, foi fundada, próximo à estação, a Companhia Brasileira Rhodiaceta, produtora de fios sintéticos tipo náilon, albene e outros.
Desde o início da década de 20, a localidade vinha se destacando entre as demais áreas do Município de São Bernardo. Em 1919, a Companhia Química Rhodia Brasileira (proprietária da Rhodiaceta), consórcio francês com participação de brasileiros, dedicava-se à fabricação de ácido sulfúrico e lança-perfumes. Em seguida, passou a fabricar inúmeros produtos farmacêuticos, especializando-se nos campos da medicina, da veterinária e da lavoura. Em 1923, surgiu a Companhia Brasileira Fichet E.S. Hautmont, metalúrgica dedicada à elaboração de grandes estruturas metálicas, cofres, esquadrias, pontes rolantes, etc. No mesmo ano, a fábrica de condutores elétricos e pneus Pirelli iniciou atividades.
As vizinhanças da Estação de São Bernardo tornaram-se o centro financeiro do Município. As principais decisões eram tomadas ali, tanto que, em 1934, foi solicitada a transferência da sede municipal para o Distrito de Santo André. A própria Estação de São Bernardo, nesse mesmo ano, teve o nome alterado para Santo André. Em 1934, aliás, o quadro político era completamente outro. No segundo semestre de 1930, um movimento revolucionário provocara a queda de Washington Luiz, Presidente da República. Todas as funções das autoridades federais, estaduais e municipais em exercício foram extintas. Em 29 de Outubro desse ano, foi anunciado que a Junta Governativa Revolucionária Provisória iria tomar posse. Armando Setti, presidente da Junta, foi empossado como novo prefeito de São Bernardo.
Em 1932, quando irrompeu a Revolução Constitucionalista, São Bernardo engrossou as fileiras paulistas no combate a outros estados da Federação. A Prefeitura, na época, tomou várias providências, entre as quais a de estabelecer preços máximos para a venda de gêneros alimentícios e a de tornar obrigatória a fabricação do pão de guerra. Um ano depois, Justino Paixão assumia a Prefeitura. Em Dezembro de 1933, já era Felício Laurito o prefeito de São Bernardo (os cargos, nesse tempo, eram obtidos por indicação).
No tocante à economia, os anos entre 1932 e 1935 foram marcados pela implantação de mais indústrias no Distrito de Santo André. Vieram: Estiragem de Fios Santo André; Fiação e Tecelagem Begliomini & Filhos; Sociedade Industrial Tetracap (especializada em tubulações de concreto e amianto para instalações hidráulicas); e Laminação Nacional de Metais (os altos salários pagos por esta firma revolucionaram o mercado). A relevância econômica do distrito foi definitivamente coroada em 1938, quando o Município de São Bernardo passou a chamar-se Município de Santo André.

SÃO CAETANO – Assim como Santo André, São Caetano era distrito de São Bernardo. Quanto à economia, era uma das mais prósperas localidades da região. Ao longo dos anos 20 e início dos anos 30, as olarias, abundantes, começaram a ceder espaço para indústrias dos mais diferentes ramos. No que concernia à política, o principal fato foi a tentativa de autonomia empreendida por alguns habitantes.
Em 1928, o parque industrial de São Caetano já era bem diversificado. Possuía fábricas de botões, correias, formicida, fundição, ladrilhos, manteiga de coco, etc. A presença de olarias ainda era significativa, contudo, o declínio da atividade acentuava-se com a crescente urbanização e industrialização.
O número crescente de indústrias fez com que novos loteamentos surgissem. Isso levou a Prefeitura a ampliar a malha urbana duas vezes, em 1923 e em1939 (maneira jurídico-administrativa de promover maior arrecadação de impostos). Em realidade, no final dos anos 20 os loteamentos pipocavam em toda a região do que hoje corresponde ao Grande ABC (em especial na faixa ferroviária entre São Caetano e Santo André).
Por trás da chegada das indústrias e da proliferação dos loteamentos estavam as ferrovias. De fato, representavam o melhor meio de transporte para a condução de cargas, bem como de passageiros. A localização junto a estradas de ferro era vantajosa para as fábricas, pois, através de desvios, podiam receber matéria-prima e expedir produtos. Além disso, graças ao transporte ferroviário foi possível a formação dos subúrbios residenciais (em áreas mais afastadas da cidade). Tais subúrbios serviam como reserva potencial da mão-de-obra necessária às indústrias. A faixa São Caetano – Santo André foi a única porção das cercanias paulistanas a transformar-se em verdadeira zona industrial suburbana durante o período em questão. O território destacava-se pelo grande número de fábricas, pelo porte das mesmas, e pela diversidade de atividades.
Uma das principais indústrias a estabelecer-se na faixa ferroviária do Município de São Bernardo foi a General Motors do Brasil S.A ., com sua linha de montagem de automóveis. A princípio, fixou-se no Ipiranga. O desenvolvimento do automobilismo, entretanto, fez com que fossem ampliadas as instalações. Em 1927, iniciou-se, em São Caetano, a construção de novo edifício. Foi, então, adquirido terreno de 100 mil m2, de um lado vizinho da ferrovia, de outro da estrada que ligava São Caetano a Santo André. Juergen Richard Langenbuch, no livro Estruturação da Grande São Paulo, procura mostrar como era vantajoso, para as indústrias, instalar as dependências junto à ferrovia que fazia a ligação entre São Paulo e Santos:
As peças e acessórios, como os veículos desmontados, são embarcados no porto de Santos e chegam até à fábrica através da estrada de ferro (...) As vantagens oferecidas pela ferrovia também foram aproveitadas pela Fábrica de Raiom das IRF Matarazzo. O estabelecimento foi criado em 1926.
A história política de São Caetano tem como marco a fundação do Partido Municipal, em 1928. Esse foi o ano da primeira tentativa de emancipação, encabeçada por algumas das figuras mais destacadas do distrito (Armando de Arruda Pereira, Antônio Barile, coronel Bonifácio de Carvalho e outros). Em Março desse ano, Antônio Flaquer participou da fundação do Partido Municipal de São Caetano. Como os sancaetanenses haviam apoiado os partidários de Flaquer (do Partido Democrático) nas eleições ocorridas um mês antes, os deputados Antônio Feliciano e Gama Cerqueira, eleitos pelo Partido Democrático, retribuíram o apoio apresentando à Câmara Estadual projeto pela autonomia do distrito. O plano não foi aprovado, e as expectativas dos autonomistas foram frustradas.
Em análise mais profunda, o movimento autonomista de 1928 mostrava antigo embate de forças na região, isto é, briga de coronéis preocupados com o poder local. Saladino Cardoso Franco, prefeito, tinha na família Flaquer a oposição maior. O coronel Alfredo Luiz Flaquer e o filho Antônio Flaquer, proprietário de cartório em São Caetano, ofereciam resistência ao domínio de Saladino.

BILLINGS – Em 1925, o Presidente da República, Arthur Bernardes, concedeu à Light o direito de represar as águas dos rios Grande (Jurubatuba) e Pequeno, entre outros, o que deu origem à represa Billings. A partir desse ano, a empresa canadense iniciou as obras de construção do reservatório do Alto da Serra (o nome Billings, homenagem ao engenheiro norte-americano responsável pelo projeto, só seria dado em 1949), que chegou a empregar, no auge dos trabalhos, mais de 6000 pessoas (muitas das quais moravam em casas de madeira cobertas com folhas de zinco, em verdadeiras cidades encravadas na Serra do Mar). Dezenas de trabalhadores que atuaram na construção das barragens da Billings eram portugueses oriundos da Província de Leira. Haviam sido deslocados, pela Light, para a pedreira de Campo Grande (Santo André), de onde vinham as pedras britadas usadas nas barragens. As vilas construídas pela Light mantinham escola e professores para os filhos dos funcionários.
Muitas vilas desse tipo surgiram, na região do atual ABC, em função de algumas fábricas. Foi o caso da Vila Metalúrgica, em Santo André, que surgiu devido à Laminação Nacional de Metais e abrigou diversos operários. Estes, no fim do decênio de 20 e começo da década de 30, tiveram muitas dificuldades para reivindicar melhores condições de serviço. Entre 1917 e 1920, ocorreram 156 greves em São Paulo. De 1920 a 1940, apenas 127. A repressão desencadeada pelo governo de Arthur Bernardes, a partir de 1924, foi dura. A União Operária de São Bernardo não resistiu. Líderes como José Riguetti foram presos. A Revolução de 1930 veio agravar ainda mais a situação dos trabalhadores.
Ademir Medici, no livro 1† de Maio e os principais momentos da luta sindical em São Bernardo: 1902-1990, resume a situação do operariado no fim da República Velha e no começo dos anos 30: Foi com muito sacrifício que o trabalhador do Município de São Bernardo superou as investidas finais da velha República e se reorganizou a partir dos anos 30. Os reflexos nacionais, como os da perseguição à Aliança Nacional Libertadora, atingem diretamente a região, com novas prisões e perseguições de outras ordens ao militante local. De qualquer forma, é neste período que surgem os mais antigos sindicatos que resistem até hoje, como os dos Metalúrgicos de Santo André, Marceneiros de São Bernardo, Químicos do ABC (...)
A história do sindicalismo no ABC remonta ao início do século, quando ocorreu a greve na indústria têxtil Silva Seabra & Cia. O processo de industrialização iniciava-se no Município de São Bernardo. Em 1904, a principal atividade local era a fabricação de carvão nos lotes coloniais (tais lotes, abertos em 1877, atraíram à cidade mão-de-obra formada por imigrantes europeus, especialmente italianos). Em Junho de 1907, foi fundada, em São Bernardo, a Liga Operária, vinculada à Federação Operária de São Paulo. Nesse mesmo ano, surgiu o Centro Operário de São Bernardo. O anarco-sindicalismo era a força política mais importante dentro do movimento operário do início do século. Tanto a Liga como a Federação eram orientadas por tal ideologia. Em 1917, houve greve geral em São Paulo, envolvendo 45 mil trabalhadores. Vários choques entre policiais e operários foram registrados. As greves eram consideradas casos de polícia. Em São Bernardo, no dia 18 de Novembro de 1918, soldados da Força Pública, enviados para reprimir uma greve, dispararam os fuzis contra a multidão, causando grande número de vítimas. Um ano depois, o operário Constante Castellani foi morto com um tiro no peito quando participava de uma passeata. 

SÃO BERNARDO – O lugar que hoje corresponde ao Município de São Bernardo do Campo, apesar de nitidamente inferior, no aspecto industrial, a São Caetano, Santo André e a outros subúrbios-estações, foi beneficiado pelo crescimento demográfico e desenvolvimento econômico entre finais dos anos 20 e início dos anos 30.
No início do século, a Vila de São Bernardo, com suas linhas coloniais, incluindo o Bairro dos Meninos (hoje Rudge Ramos), Piraporinha e a Rua Marechal Deodoro, mantinha pelo menos 60 fabricantes de carvão e nenhuma fábrica de móveis (atividade que se tornaria comum nos anos seguintes). Na Vila existiam, além dos carvoeiros, 11 engenhos de serra, seis moinhos de fubá, seis olarias, cinco oficinas de carpintaria, três funileiros, duas fábricas de bebidas (uma das quais de cerveja), duas fábricas de charutos, uma marcenaria, uma pedreira e uma empreiteira de obras.
Boa parte das atividades comerciais foram desenvolvidas pelos imigrantes italianos que aí fixaram residência. Esse foi um dos fatores que permitiram o desenvolvimento econômico de São Bernardo nas décadas de 20 e 30, quando tinha início o processo que transformaria a região em subúrbio paulistano. Outro aspecto que favoreceu o crescimento da Vila foi o fato de estar próxima a Santo André, um dos maiores e mais antigos subúrbios industriais de São Paulo. A mão-de-obra existente em São Bernardo era relevante para as indústrias da região. A industrialização, contudo, ficou quase restrita a um único ramo: a fabricação de móveis. Ao longo da década de 30, São Bernardo contava com 37 fábricas e 1551 trabalhadores, ao passo que os vizinhos São Caetano e Santo André possuíam cifras muito mais elevadas (respectivamente 69/8127 e 72/7661).
Alguns fatores podem explicar a hegemonia de São Caetano e Santo André no desenvolvimento industrial suburbano. Em primeiro lugar, a área era cortada pela estrada de ferro que unia a capital paulista ao porto de Santos. Além disso, a presença, em grande extensão linear, do trinômio ferrovia – terrenos grandes e planos rejeitados pela expansão residencial – curso fluvial, constituía fator favorável – que se combinou com o potencial ferroviário - ao progresso. Finalmente, a própria evolução industrial pioneira da faixa São Caetano – Santo André também explica a primazia da região, não somente devido às relações funcionais que se poderiam estabelecer, mas devido ao equipamento energético e reservas de mão-de-obra que se iam formando.

IMPLICAÇÕES – Economia e política, na região do ABC, em fins da segunda década e início do terceiro decênio do século XX, foram conseqüências de uma trama de implicações tecida desde a Proclamação da República. De fato, o Município de São Bernardo, instituído em 1890, é obra dos primeiros anos de República Velha e, até a Revolução de 1930, espelhou as disputas políticas dos coronéis da época. O próprio movimento autonomista de 1928, iniciativa dos habitantes do Distrito de São Caetano, estava intimamente vinculado aos conflitos entre as famílias mais influentes pelo controle político da região.
Do ponto de vista econômico, a industrialização, datada do início do século, consolidava-se no Município de São Bernardo e anunciava o perfil urbano que se firmaria com o passar do tempo. A vinda de muitas fábricas esteve relacionada à presença da Estrada de Ferro São Paulo Railway que, passando por São Bernardo, ligava a capital paulista a Santos.
O núcleo formado ao redor da ferrovia logo se tornou o mais próspero de todo o Município. O Distrito de Santo André, juntamente com o território contíguo, isto é, São Caetano, prosperou economicamente e concentrou grande população (atraída pelas indústrias). Isso teve implicações políticas, visto que, dada a importância do Distrito de Santo André, este foi em pouco tempo promovido a centro de decisões municipais e, em 1938, todo o Município de São Bernardo passou a chamar-se Município de Santo André .
Se o Distrito de São Caetano, por localizar-se na mesma faixa territorial de Santo André, compartilhava do progresso industrial, o mesmo não se pode dizer das demais regiões que compunham o então Município de São Bernardo (locais que, hoje, correspondem a Ribeirão Pires, Mauá e Rio Grande da Serra). A despeito de estarem situadas na rota da ferrovia, tais localidades possuíam poucos habitantes e baixa industrialização. Diadema (parte do Município de São Bernardo), longe das imediações da São Paulo Railway, também era pouco desenvolvida. São Bernardo, contudo, apesar de estar fora do eixo ferroviário, alcançou, na época, certo desenvolvimento industrial. Isso, porém, decorria do fato de que a Vila de São Bernardo (território do atual Município de São Bernardo do Campo) havia desenvolvido relativa industrialização através dos empreendimentos dos imigrantes italianos. Ademais, era vizinha do pujante Distrito de Santo André.
Fica claro, pois, como acontecimentos econômicos e políticos com gênese no período da Proclamação da República vieram preparando o palco dos eventos que tiveram lugar no fim da década de 20 e início da de 30. Quanto ao aspecto político, outro ponto relevante pode ser levantado. Com efeito, foi após a Revolução de 1930, já sob a ideologia dos novos comandantes do País, que as emancipações dos distritos retalharam o Município de São Bernardo e deram origem ao Grande ABC (claro que muitos dos movimentos autonomistas ocorreram nas décadas de 40 e 50, entretanto, o terreno vinha sendo preparado desde o final dos anos 20, como bem mostra o movimento autonomista sancaetanense de 1928).

LISTA – Os ramos de atividade industrial no ABC, no fim da década de 20 e início dos anos 30, eram, principalmente, os de olaria, fabricação de móveis e produção de carvão. É certo que várias metalúrgicas funcionavam na região, e grandes corporações, como o grupo Matarazzo, lidavam com diferentes setores de produção fabril, porém, a maior parte dos declarantes de impostos do período era composta por pessoas que exerciam as profissões de oleiro, fabricante de móveis e produtor de carvão. As maiores arrecadações, evidentemente, eram obtidas junto às grandes indústrias – que, nessa época, cada vez mais chegavam a São Caetano e Santo André -, todavia, o capital movimentado pelos empreendimentos mais modestos, somado ao número de pessoas empregadas nas pequenas indústrias, era relevante à economia local.
A presente lista, sem a intenção de ser definitiva, isto quer dizer, está aberta a colaborações por parte de quem possa acrescentar-lhe dados, expõe os nomes dos contribuintes de impostos, nos anos de 1929, 1930 e 1931, revelando, ao mesmo tempo, o campo profissional de cada um deles. Certos declarantes aparecem nos três anos, enquanto outros figuram duas ou apenas uma vez. No final, é apresentada uma relação das indústrias de maior capital do então Distrito de São Caetano. Também são catalogadas algumas relevantes empresas da região hoje denominada ABC.
1929 – Antônio Caputo (serraria e fábrica de móveis); Antônio Barile & Cia (olaria); Antônio Mattos (tecidos de algodão); Ângelo Rossi (fabricante de carvão); Ângelo Pessoni (fabricante de carvão); Ângelo Linguanotto (serraria hidráulica. Assumiu a propriedade do estabelecimento em 1906, visto que antes pertencia a Francisco Julien); Arcângelo Campanella (olaria); Amadeu Rosa (fabricante de carvão); Alfredo Banini (moagem de café); Campoi & Cia (torrefação de café); Agostinho Fanani (fabricante de carvão); Amaro Fernandes (fabricante de carvão); Antenor Grotti (fabricante de carvão); Arthur Marçon (fábrica de carvão); Benedito da Silva (serraria a vapor); Baeta Neves (cerâmica e olaria); Coronel Sechler (olaria); Cassetari & Cia (fábrica de móveis); Companhia Streiff (Fundada em 1897, localizava-se na Avenida Antônio Queiroz dos Santos, 58. Fabricava cadeiras e móveis pequenos); Domingos Perigo (serralheria); Enemézio Louzada (olaria); Emílio Scopel (olaria); Elias Rodrigues da Silva (fabricante de carvão); Francisco Dalla (olaria); Francisco Arsuffi (olaria); Francisco Ougaro (fábrica de móveis); Fortunato Finco (fábrica de cadeiras, situada no Bairro do Finco, Caminho do Mar. Também era fabricante de carvão); Fabrício Fabrini (moinho de fubá); Felice Rossi (fabricante de carvão); Giovanni Picoli (fabricante de carvão); Gabriele Sabatini (fabricante de carvão); Guido Dulcin (olaria); Irmãos Rossi (moinho de fubá); Irmãos Pedrão (olaria); Irmãos Tognato (olaria); Irmãos Angelis (olaria); Irmãos Corazza (serraria e fábrica de móveis a vapor , fundada em 19 de março de 1919, situava-se à Rua Marechal Deodoro, 108); Irmãos Basso (fábrica de móveis); Irmãos Coppini (fábrica de móveis); Irmãos Guazzelli & Cia (fabricante de carvão); Irmãos Morassi (fabricante de carvão); João Pedroso (olaria); João Scopel & Cia (olaria); João Estafonquer (olaria); João Cavinelli (fabricante de carvão); João Paronetti (fábrica de artefatos de vime); João Messias (fabricante de carvão); José Zoboli & Cia (Fábrica de Móveis Santa Clara. Fundada em 1924, estava instalada na Rua Santa Filomena, 23); José Pelosini (fábrica de móveis); José Muraro (fabricante de carvão); Joaquim Seguro (fabricante de carvão); Joaquim Poly Barbosa (fabricante de carvão); Giuseppe Pierone (fabricante de carvão); Luiz Scarpelli (olaria); Leoni Angelis (olaria); Lui Júlio (fabricante de carvão); Manoel de Paula (fabricante de carvão); Manoel Antônio Lopes (fabricante de carvão); Mose Vani (fabricante de carvão); Mieli, Mieli & Balotim (fábrica de móveis, cujo nome era Marcenaria Sul-Americana. Fundada em 1920, ficava na Rua Marechal Deodoro, 102); Mauro Cerchiari (moinho de fubá); Oscar Marques (olaria); Pedro Villa (fábrica de botões de osso da marca Elephante. Foi fundada, em 1917, na Rua Marechal Deodoro, 306); Pedro Bitolli (fabricante de carvão); Paschoal Manzzo (serraria a vapor e fabricante de carvão); Perrella, Barile & Cia (olaria); Pedro Picoli (fabricante de carvão); Raphael Thomé (olaria); Raimundo Tavardelli (fabricante de carvão); Sabatini Lali (olaria); Tecelagem de Seda Sul-Americana (tecidos de seda. Estava situada na Rua Marechal Deodoro, 72); Vicente Boratini (fábrica de carvão); Ângelo Rocco (fabricante de carvão); Amaro Antônio da Cruz (fabricante de carvão); Antônio Rodrigues da Silva (fabricante de carvão); Antônio Rocco (fabricante de carvão); Azevedo Rodrigues de Carvalho (fabricante de carvão); Antônio Mendes Pereira (fabricante de carvão); Amaro Francisco (fabricante de carvão); Amaro Antônio Escudeiro (fabricante de carvão); Ângelo Mantovani (olaria); Narciso Pelosini & Irmão (fábrica de móveis); Nello Rosa (fabricante de carvão); Primo Gianelli & Irmãs (fabricante de carvão); Pelegrino Martinelli (fabricante de carvão); Pedro Bitolo (fabricante de carvão); Pedro Erba (fabricante de carvão); Graciano Mendes (fabricante de carvão); Gregório Guizze (fabricante de carvão); Giácomo Viezzer (fabricante de carvão); Francisco Rosenbam Filho (fabricante de carvão); João Messias (fabricante de carvão); João Ferrari (fabricante de carvão); João Manoel Pedroso (fabricante de carvão); João Sacilotti (fabricante de carvão); João Batista Viezzer (fabricante de carvão); Benedito Pereira (fabricante de carvão); Dante Romolli (fabricante de carvão); Luiz Nicoletti (fabricante de carvão); Leonardo Tomacheski (fabricante de carvão); Olímpio Fabrini (fabricante de carvão); Ciriaco Spessotto (fabricante de carvão); Serafim da Silva (fabricante de carvão).
1930 – Agostinho Campi (torrefação de café); Amadeu Rosa (fabricante de carvão); Amaro Antônio da Cruz (fabricante de carvão); Amaro Francisco (fabricante de carvão); Ângelo Gaiaça (olaria); Ângelo Linguanotto (serraria hidráulica); Ângelo Pessoni (fabricante de carvão); Ângelo Rossi (fabricante de carvão); Antônio Barile & Cia (olaria); Antônio Caputo (fábrica de móveis); Antônio Miolaro (Fábrica de Móveis São Manuel, fundada em 1928 e situada à Rua Lopes Trovão, 17); Antônio Rocco (fabricante de carvão); Arcângelo Campanella (olaria); Arthur Cerode (fabricante de carvão); Atílio Savordelli (fabricante de carvão); Agostinho Fanani (fabricante de carvão); Antônio Paes do Prado (serraria a vapor); Ângelo Mantovani (olaria); Baeta Neves (cerâmica); Benedito Pereira (fabricante de carvão); Benedito Galdino da Silva (serraria a vapor); Campanella & Cia (olaria); Cassettari & Cia (fábrica de móveis); Companhia Streiff de São Bernardo (fabricante de carvão); Companhia Tecelagem de Seda Vila São Bernardo (fábrica de seda, fundada em 1912, sendo a primeira indústria de tecidos da região); Coronel Sechler (olaria); Ciriaco Spessotto (fabricante de carvão); Dante Romoli (fabricante de carvão); Domingos Perigo (oficina de serralheria); Emílio Scopel (olaria); Enemézio Louzada (olaria); Fabrício Fabrini (moinho de fubá); Fanti Natale & Cia (fabricante de carvão); Fortunato Finco & Cia (serraria a vapor e fabricante de carvão); Francisco Dalla (olarias); Frederico Calembeck (fabricante de carvão); Francisco Arsuffi (moinho de fubá); Giácomo Viezzer (fabricante de carvão); Gregório Guizze (fabricante de carvão); Guido Dulcin (olaria); Irmãos Angelis (olaria); Irmãos Basso (fábrica de móveis); Irmãos Borali (fábrica de móveis); Irmãos Coppini (fábrica de móveis); Irmãos Corazza (fábrica e móveis); Irmãos Guazzelli (fabricante de carvão); Irmãos Pedrão (olaria); Irmãos Tognato (olaria); Irmãos Zoboli (Fábrica de Móveis São Pedro, fundada em Janeiro de 98. Ficava na Rua Marechal Deodoro, 88); Ítalo Cerchiari (moinho de fubá); José Baraldi Sobrinho (fabricante de carvão); José Pelosini (fábrica de móveis); João Cavinelli (fabricante de carvão); João Ferrari (fabricante de carvão); João Pedroso (fabricante de carvão); João Messias (fabricante de carvão); João Paulo de Oliveira (olaria); João Paronetti (fabricante de carvão); João Saccilotti (fabricante de carvão); João Grassi (fabricante de carvão); Leoni Angelis (olaria); Luiz Nicoletti (fabricante de carvão); Lui Júlio (fabricante de carvão); Luiz Scarpelli (olaria); Manoel Antônio Lopes (fabricante de carvão); Manoel de Paula (fabricante de carvão); Mieli, Mieli & Balotim (fábrica de móveis); Narciso Pelosini & Irmão (tecelagem de seda e fábrica de móveis); Olímpio Carlos Fabrini (fabricante de carvão); Oscar Marques (olaria); Paschoal Manzzo (serraria a vapor e fabricante de carvão); Pedro Picoli (fabricante de carvão); Pedro Villa (fábrica de botões de osso); Pedro Erba (fabricante de carvão); Pedro Bitolo & Cia (fabricante de carvão); Raphael Lazzuri (fabricante de carvão); Raphael Thomé (olaria); Tecelagem de Seda Sul-Americana (tecidos de seda ou lã); Texaco (2 bombas de gasolina); Ugo Olori (fabricante de carvão); Vicente Boratini (fabricante de carvão).
1931 – André Carbiache (fabricante de carvão); Agostinho Campi (torrefação e moagem de café); Agostinho Fanani (fabricante de carvão); Arcângelo Campanella (olaria); Amadeu Rosa (fabricante de carvão); Anglo Mexican Petróleo (bomba de gasolina); Ângelo Franchini & Cia (moinho de café); Ângelo Rossi (fabricante de carvão); Ângelo Mantovani (olaria); Ângelo Gaiaça (olaria); Antônio Barile & Cia (olaria); Antônio Caputo (serraria a vapor e fábrica de móveis); Antônio Miolaro (fábrica de móveis); Atílio Savoldelli (fabricante de carvão); Ângelo Linguanotto (serraria hidráulica); Atílio Martinelli (fabricante de carvão); Ângelo Rossi (fabricante de carvão); Antônio Rocco (fabricante de carvão); Ângelo Moracce (fabricante de carvão); Antônio dos Santos (fabricante de carvão); Arthur Cerode (fabricante de carvão); Angelino Gai (fabricante de carvão), Ângelo Delprat (fabricante de carvão); Ângelo Adamo (fabricante de carvão); Amaro Cruz (fabricante de carvão); Ângelo Multom (fabricante de carvão); Basso Ferraretto (cerâmica); Basso Souza & Cia (fábrica de seda e fábrica de móveis); Baldi Giuseppe (fabricante de carvão); Benvenuto Dini (fabricante de carvão); Baeta Neves (cerâmica); Benedito Antônio Rodrigues (fabricante de carvão); Benedito de Moraes (fabricante de carvão); Cia Tecelagem de Seda São Bernardo (fabricante de seda); Cassetari & Cia (fábrica de móveis); Coronel Sechler (olaria); Cipriano Benedito de Moraes (fabricante de carvão); Cristiano Angeli & Irmãos (fabricante de carvão); Carlos Krem (olaria); Domingos Perigo (serraria); David dos Santos (serraria hidráulica); Enemézio Louzada (olaria); Eduardo Werneck (fabricante de carvão); Estanislau Osquiris (fabricante de carvão); Elias da Silva (fabricante de carvão); Francisco Romoli (fabricante de carvão); Francisco Arsuffi (moinho de fubá); Francisco Dalla (olaria); Frederico Calembeck (fabricante de carvão); Fortunato Finco & Cia (fábrica de móveis); Fiorindo Guizze (fabricante de carvão); Giuseppe Stiavelli (fabricante de carvão); Gustavo Chechia (torrefação e moagem de café); Guazzelli Pelegrino (fabricante de carvão); Gregório Guizze (fabricante de carvão); Ítalo Cerchiari (moinho de fubá); Irmãos Guazzelli (fabricante de carvão); Irmãos Angelis (olaria); Irmãos Pedrão (olaria); Irmãos Borali (fábrica de móveis); Irmãos Coppini (fábrica de móveis); Irmãos Corazza (fábrica de móveis); Irmãos Zoboli (fábrica de móveis); João Breda (fabricante de carvão); João Paulo de Oliveira (olaria); João Manoel Pedroso (fabricante de carvão); João Ferrari (fabricante de carvão); João Tomacheschi (fabricante de carvão); João Paronetti (fábrica de artigos de vime); José Baraldi (fabricante de carvão); José Gerbelli (fabricante de carvão); José Pessane (fabricante de carvão); José Pelosini (fábrica de móveis); João Botteom (olaria); José Bernardinelli (fabricante de carvão); José Oliari (fabricante de carvão); João Cardoso (fabricante de carvão); João Antônio da Luz (fabricante de carvão); João Glasser (fabricante de carvão); João Saccilotto (fabricante de carvão); Joaquim Antônio Barbosa (fabricante de carvão); Joaquim Cerode (fabricante de carvão); Júlio Pedro de Berba (fabricante de carvão); José Fernandes Pinto (cerâmica); Lui Júlio (fabricante de carvão); Luiz Bechelli (moinho de fubá); Luiz Scarpelli (olaria); Luiz Martins (fabricante de carvão); Leone Angelis (olaria); Luiz Nicoletti (fabricante de carvão); Lorenço Gavinelli (fabricante de carvão); Luiz Antônio de Araújo (fabricante de carvão); Mieli, Mieli & Balotim (fábrica de móveis); Micheleti Guido (fábrica de calçados); Manoel da Silva (fabricante de carvão); Manoel Antônio Lopes (fabricante de carvão); Nello Rosa (fabricante de carvão); Narciso Pelosini & Irmão (tecelagem de seda e fábrica de móveis); Nicola Demarchi (fabricante de carvão); Narciso Aprodov (fabricante de carvão); Pedro Bittolo & Cia (fabricante de carvão); Pedro Villa (fábrica de botões de osso); Perrella, Barile & Cia (olaria); Pedro Erba (fabricante de carvão); Pedro Magalhães (fabricante de carvão); Paulino Cipriano (fabricante de carvão); Pedro Daré (fabricante de carvão); Paschoal Manzzo (serraria a vapor); Pedro Spesso Sobrinho (fabricante de carvão); Raphael Thomé (olaria); Ricciolli Americo (fabricante de carvão); Roberto Cristófaro (fabricante de carvão); Sétimo Rossi (fabricante de carvão); Stefano Daré & Júlio Thomé (fabricante de carvão); Texas Company (óleo); Tecelagem de Seda Sul-Americana (tecelagem de seda); Ugo Olori (fabricante de carvão); Vicente Boratini (fabricante de carvão).
Em São Caetano, especificamente, as fábricas que mais arrecadavam impostos eram: Companhia Metalúrgica Brasileira; Visco – Seda Matarazzo; Indústrias Reunidas São Caetano; Produtos Químicos São Pedro; Cerâmica São Caetano; Fábrica de Louças Adelina; Manteiga de Coco Brasil; Fábrica de Cartuchos e Munições; Fábrica de Tecidos Pedro Giorgi; Fábrica de Casemira São Caetano; Fábrica Metalúrgica Masini; Fábrica Stearica Paulista; Fábrica de Botões Corazza; Fábrica São Miguel; Fábrica de Botões Aliberti (fundada em 11 de Março de 1923, situava-se na Rua Senador Vergueiro, São Caetano); Fábrica de Bueiros Armico; Formicida Matarazzo; Cortume Matarazzo; Fábrica de Malhas Castellari; Fábrica de Ladrilhos Capelli; Fábrica de Camas São Caetano; Fábrica de Móveis de Luxo; Fábrica de Pregos Sant’Anna Coelho (fundada em 1927, estava instalada na esquina das ruas Senador Vergueiro e Mato Grosso); Fábrica de Extrato Tânico. A General Motors, que não aparece no levantamento, fora instalada em 1925, vindo a tornar-se, ao longo dos anos, uma das principais empresas de toda a região.
No tocante à localidade em geral (hoje denominada ABC), o Álbum de São Bernardo, de João Netto Caldeira, fornece listagem de relevantes fábricas que funcionavam no fim dos anos 20 e início da década de 30. Entre elas estavam: Companhia Química Rhodia Brasileira S/A (fundada em 1919, era especializada em produtos químicos. A sede central e as usinas localizavam-se na Avenida Antônio Cardoso, 31, Santo André); Cerâmica Santo André (criada em Julho de 1922, pertencia a Dale Caiuby); Tecelagem Santo André (iniciada em 1925, por Anchise Begliuomini, ficava na Rua Luiz Pinto Flaquer); Companhia Brasileira Fichet & Schwartz – Hautmont (fundada em 1923, dedicava-se à produção de artefatos de metal. Possuía várias unidades em Santo André); Companhia Brasileira de Seda Rhodiaseta (iniciadas as construções em 929, a firma começou a produzir em 1931. Ficava na Rua Silva Jardim, 52 a 56); José Albanese & Filho (fábrica de fogos de artifício. Estava situada à Avenida dr. Antônio Álvaro, 8, Vila Assunção); Tecelagem de Seda Santo André (propriedade de Irmãos Pezzolo); Fábrica de Cadeiras Alliança (fundada em 1927, pertencia à firma Morganti & Cia. Estava instalada na Avenida João Ramalho, 9); Fábrica de Toalhas (propriedade de Júlio Pacini. Situava-se à Rua Senador Flaquer, 107); Fábrica de Tecidos de Algodão (fundada em 1920, estava localizada na Rua Gertrudes de Lima, 65. Pertencia à firma J. Novella & Cia); Fábrica de Tecidos São Geraldo (propriedade da firma Geraldo Rocco & Cia. Foi inaugurada em 1926, situando-se na Rua Coronel Ortiz, 53); Indústria de Móveis Artísticos e Modernos Gianoglio (fundada em 1924, por Giacomo Gianoglio, foi instalada no Rua Coronel Oliveira Lima, 274 a 276); Pezzolo & Cia (estabelecida na Rua Xavier de Toledo, foi fundada em 1908. Era composta de serraria, seção de construção e fábrica de geladeiras da marca Algida); F. Kowarick & Cia (fábrica de casemiras fundada, em 1899, por Frederico Kowarick Júnior); Metalúrgica Barile (fundada, em 1928, por Antônio Barile. Estava instalada na Rua Heloísa Pamplona, 37, São Caetano); Fábrica de Isoladores Porcelana Santo Antônio (inaugurada em 1928 por Ettore e Henrique Turelli. Estava localizada na Rua Capitão José Galo, 85, Ribeirão Pires. Destinava-se à manufatura de isoladores de porcelana e objetos congêneres); Olaria de Pedro Del Corto (fundada, em Ribeirão Pires, no ano de 1918); Fábrica de Louças de Pó de Pedra Paulistana (criada, em 1923, em Mauá, pela firma Manetti, Pedotti & Cia); Fábrica de Louças Mauá (firma paulistana que abrira, em 1926, filial em Mauá); Fábrica Nacional de Artefatos de Porcelana Brasilusa (aberta por Antônio Garcia Villela, em 1925, ficava na Rua Santa Helena, Mauá); Metalúrgica Mauá (inaugurada em Janeiro de 1930, pertencia à firma Konecny, Braga & Cia. Funcionava na Avenida Barão de Mauá, 54, em Mauá).
FONTES – Livro de Indústria e Profissão (1924-1931) da Câmara Municipal de São Bernardo; Levantamento Estatístico do Distrito de São Caetano (promovido, em 1929, pelo São Caetano Jornal; e Álbum de São Bernardo, livro de João Netto Caldeira.

(*) Alexandre Toler Russo é jornalista

<< Voltar