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Roteiro Histórico

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Museu Histórico Municipal

Rua Maximiliano Lorenzini, nº 122 – Bairro da Fundação

O casarão onde hoje está instalado o Museu Histórico Municipal, foi construído em 1896 por Celeste de Nardi, um dos imigrantes italianos da primeira leva de colonos que chegou a São Caetano em 28 de julho de 1877. Na época de sua construção, o edifício era tão suntuoso que foi conhecido como Palacete de Nardi. O prédio foi utilizado como escola, padaria, sede de clube, e encontrava-se abandonado nos anos da década de 1980. Em dezembro de 1988, após sua restauração, passou a abrigar o Museu Histórico Municipal.
Hoje o Museu abriga um acervo de objetos e utensílios, doados pela comunidade sul-são-caetanense, que ajudam a contar a história do desenvolvimento da cidade desde o tempo dos imigrantes, das olarias, da industrialização, da autonomia político-administrativa, até os dias atuais.

Igreja São Caetano

Praça Comendador Ermelino Matarazzo, s/nº – Bairro da Fundação

A origem da atual Igreja São Caetano (Matriz Velha) remonta à fundação da primitiva capela dedicada ao santo São Caetano entre os anos de 1717 e 1720, neste mesmo local. O atual templo foi construído a partir de 1883 pelos imigrantes italianos. Em 1908, a igreja já tinha os seus contornos atuais, porém sem a torre construída posteriormente para dar proteção aos sinos já instalados. É um grande representante da arquitetura religiosa do final do século 19. Foi construída de tijolos, com travamento estrutural, sistema que ganha prioridade na época, passando a ser determinante na arquitetura.
Em 31 de março de 1924, passou à condição de Paróquia de São Caetano. Em 1992, após escavações arqueológicas realizadas em seu entorno, foi descoberto o piso da capela de 1777, que está exposto em uma vitrine ao lado da igreja, mantida pela Fundação Pró-Memória.

Escola Municipal de Ensino Fundamental Senador Flaquer

R. Heloísa Pamplona, nº 180 – Bairro da Fundação

Instituição de ensino de grande importância, agrupava várias escolas do município. A construção data de 1920, e se concretizou graças às doações dos moradores, das indústrias locais, do governo do Estado e do município de São Bernardo do Campo, em terreno doado por Mariano Pamplona. A princípio, denominava-se Segundo Grupo Escolar de São Bernardo, isto porque São Caetano do Sul pertencia ao município de São Bernardo do Campo.
Antes de se instalar no atual endereço, a casa da família De Nardi (hoje, sede do Museu Histórico Municipal) serviu de abrigo para seis escolas isoladas. Lá, permaneceu por quase dois anos, tempo para a construção do novo edifício, localizado na Rua Heloísa Pamplona. A nova escola foi construída para abrigar 12 classes, mas formou apenas 10, devido ao número de alunos existentes.
Em julho de 1927, a escola mudou sua denominação para Grupo Escolar Senador Flaquer, homenageando o médico, professor e político, José Luiz Flaquer, falecido em 1924. Em 1920, o primeiro diretor foi o professor Anísio Novaes, seguido, em 1922, por Jorge Perrenoud, que permaneceu no cargo por 29 anos.
A bela arquitetura do Senador Flaquer se mantém até hoje. O prédio, para sua inauguração, seguia as especificações legais impostas pelo Código Sanitário: térreo, ventilado, com grandes janelas nas salas de aula, com muita luminosidade. Uma cerca viva muito bem aparada, um jardim com plantas em formatos de animais e figuras geométricas completava o cenário da escola.

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Fachada do Cinema Central

Rua Perrella, nº 319 – Bairro da Fundação

Primeiro cinema da cidade, surgiu em outubro de 1922, localizado na Rua Perrella. Começou com uma companhia de revistas, na época em que os proprietários eram Lantieri e Zanotti. No dia de sua inauguração como cinema, foi exibido o filme Argila Humana, dirigido por David Howard. Maximiliano Lorenzini o manteve em funcionamento até 1949. Atualmente somente sua fachada é conservada.

Viaduto dos Autonomistas

Bairros da Fundação e Centro

Inaugurado em 28 de julho de 1954 para substituir as porteiras da estrada de ferro, cancelas de passagem de nível que separavam o Bairro da Fundação dos demais da cidade. O evento de inauguração foi presidido pelo então prefeito, Anacleto Campanella, e também contou com a presença do governador do Estado, Lucas Nogueira Garcez, e de outras autoridades. Após a fita de inauguração ser rompida, a população percorreu a pé o viaduto, que mede 245 metros de extensão por 15 de largura. A pedido do vereador Giordano Vincenzi, o desenhista de São Caetano Giorgio Cappelli elaborou o primeiro estudo que resultaria no projeto definitivo do viaduto.

Igreja Matriz Sagrada Família

Praça Cardeal Arcoverde, s/nº - Bairro Centro

Sua construção iniciou-se em 1932, obedecendo projeto do padre Alexandre Grigolli, da Ordem dos Estigmatinos. Foi inaugurada em 6 de julho de 1937. Imponente construção de tijolos aparentes, localizada na Praça Cardeal Arcoverde, guarda em seu interior pinturas de autoria dos irmãos Pedro e Ulderico Gentili. O altar-mor foi todo feito em mármore português e, na abóbada, destaque para a figura de Jesus Cristo e o cordeiro.Belíssimas pinturas demonstram a Via Sacra e os sete sacramentos. Arcos e colunas grandiosas levam a seis capelas pequenas nas laterais da igreja. No local, está em funcionamento o Museu Sagrada Família – Catequese e Arte.

Indústria de Porcelanas Teixeira

Rua Major Carlo Del Prete, nº 1177 – Bairro Santo Antonio

Instalada na Rua Major Carlo Del Prete, a empresa era chamada “Porcelana São Paulo”, foi fundada por portugueses que trouxeram a secular tradição da porcelana artística para a cidade. Desde 1946, a empresa, que ainda pertence à família Teixeira, produz peças utilitárias e decorativas de qualidade. Muitos moradores trabalharam nessa empresa. Este prédio também conta um pouco da história da cidade e permanece como lugar proeminente na memória dos cidadãos.


Capela dos Cavana

Rua Luiz Cavana s/nº - Bairro Centro

Localizada na Rua Luiz Cavana, a capela erguida em louvor a Santo Antônio foi construída pela própria família Cavana. A primeira capela foi erguida em junho de 1893, mas posteriormente foi substituída pela construção atual, preservada pelos descendentes de Ângelo Cavana. A imagem do santo continua a mesma.




Loja Maçônica Fraternidade São Caetano

Rua José do Patrocínio, nº 288

A primeira loja maçônica da região do ABC. Foi fundada em 20 de maio de 1948, mas só em 1952 foi lançada a pedra fundamental do edifício, onde viria a funcionar a loja, a partir de 1953. A maçonaria em São Caetano do Sul é mais uma das organizações filantrópicas e filosóficas que promovem melhorias sociais na cidade.




Sociedade Religiosa Israelita

Rua Pará, nº 67 – Bairro Centro

Conhecida como “Sinagoga da Rua Pará”, esta entidade foi fundada no dia 18 de junho de 1850, tendo se transferido para a Rua Pará, nº67, em julho de 1946. Sua importância histórica se deve não só a participação humanista e integrada da comunidade judaica na cidade, como também pelas características arquitetônicas, de certa forma marcantes, que integram a paisagem urbana do município.



Primeira sede da prefeitura

Rua Baraldi, nº 1039 – Bairro Centro

A esquina da Rua Rio Grande do Sul com a Rua Baraldi possui ainda um edifício construído na década de 1940, que tem grande significado para a história do município. Trata-se do primeiro lugar onde o poder executivo de São Caetano foi instalado.
A luta pela emancipação político-administrativa da cidade foi intensa e a primeira sede da prefeitura foi instalada apenas com uma escrivaninha, uma cadeira e a grande vontade política do primeiro prefeito, Ângelo Raphael Pellegrino. A sede permaneceu ali de 1949 a 1953. Em 1957, abrigava o Pronto Socorro Municipal e o Posto de Saúde do Estado.

Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana Paróquia São Waldomiro (Eparquia Sul-Americano)

Rua dos Ucranianos, nº 3 – Bairro Barcelona

Inaugurado em 1953, o templo, em estilo bizantino, foi concebido pelo arquiteto M. Netschietailo e pertence ao centro da Diocese de Curitiba. A Igreja Ortodoxa surgiu como instituição em 1054, quando o Cisma Bizantino dividiu a cristandade nos ramos romano, submetido ao papado oficial, e ortodoxo, sob os cuidados da Igreja Grega Oriental. De 1054 a 1453, ano da conquista de Constantinopla pelos turcos, a ortodoxia ficou concentrada nessa cidade, além de Jerusalém, Antioquia e Alexandria.


Associação Beneficente Brasil Unido

Rua Nazareth, nº 717 – Bairro Barcelona

No início da década de 1950, a região do Grande ABC (embrião do maior parque industrial da América do Sul) começou a receber grandes levas de migrantes vindos do Norte e Nordeste. Essas pessoas, preocupadas com a qualidade de vida local, criaram uma sociedade para orientar os mais necessitados. No dia 2 de julho de 1950, nasceu a Associação Beneficente Brasil Unido, que fez suas primeiras reuniões no restaurante Arrelaro, localizado na Rua João Pessoa.


Igreja Nossa Senhora Aparecida

Rua Flórida, 975 – Bairro Barcelona

Como na década de 1930 o Bairro Barcelona ainda não tinha um templo, os fiéis da região percorriam as casas para rezar o terço. A religiosidade local ganhou destaque um ano depois, na Campanha do Metro, quando a população juntou-se com a proposta de adquirir um terreno para que fosse erguida uma igreja. Em 1949, em uma área de 536 metros quadrados, obtida junto a Celso Marchesan e Vacano Buzato, foi erguida a Capela Nossa Senhora Aparecida.


Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana Paróquia Proteção da Santíssima Virgem (Esparquia Sul-Americano)

Rua Campos Salles, nº 645 – Bairro Barcelona

Esse templo foi construído por iniciativa de imigrantes ucranianos, vindos da Europa após o término da Segunda Guerra Mundial. No ano de 1951, a construção começou e, cinco anos depois, as obras foram finalizadas.




Painel de Azulejos Anhanguera Escola Municipal de Ensino Fundamental Bartolomeu Bueno da Silva

Rua Maranhão, nº 22 – Bairro Santo Antonio

Este painel, de autoria de Jayme da Costa Patrão, foi feito em homenagem ao bandeirante paulista e descobridor das minas de Goiás, Bartolomeu Bueno da Silva, que, na cena, aparece com índios. O painel foi instalado na EMEF Bartolomeu Bueno da Silva em 1954, durante a administração do ex-prefeito Anacleto Campanella, cujo rosto se encontra representado nas figuras retratadas. O semblante de cada índio representa uma funcionária da Cerâmica da Costa, empresa de propriedade de Patrão.